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Homem que vendeu munição a autor de massacre em Las Vegas enfrenta acusação

23/08/2018 05h24

Las Vegas (EUA), 23 ago (EFE).- Douglas Haig, de 55 anos, foi acusado formalmente na quarta-feira de fabricar e vender sem licença um tipo de munição para Stephen Paddock, autor do massacre ocorrido em Las Vegas, em outubro do ano passado, que deixou 58 mortos.

A acusação contra Haig, original do Arizona, foi apresentada em um tribunal federal de Las Vegas (Nevada), e o apontou como responsável por fabricar um tipo de munição a partir de cartuchos usados e comercializar-los em estados como Nevada, Carolina do Sul, Virgínia, Texas e Wyoming.

Embora a investigação legista realizada após o massacre não mostrou evidências que a munição fabricada por Haig estivesse na cena do crime, de acordo com os registros, suas impressões digitais estavam em munições não utilizadas dentro do quarto de Stephen Paddock.

Haig, que se declarou inocente e alega que apenas forneceu a Paddock projéteis traçadores que servem para iluminar o trajeto de uma bala, terá seu primeira aparição na corte no próximo dia 5 de setembro.

O advogado de Haig declarou anteriormente que, após a transação, seu cliente "não teve mais nenhum tipo de contato com o senhor Paddock".

No início deste mês, as autoridades informaram sobre o fim das investigações do massacre, sem explicar o que levou Paddock a cometer o que é considerado como o pior massacre na história moderna americana, que também deixou 851 feridos.