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Começa o desembarque dos imigrantes do navio "Diciotti" na Itália

25/08/2018 20h01

Roma, 25 ago (EFE).- Os 138 imigrantes que estavam a bordo do navio militar "Diciotti", da Guarda Costeira da Itália, começaram a desembarcar no porto de Catania, após cinco dias de bloqueio e depois que o ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, lhes autorizou a entrada em território italiano.

Os imigrantes, na sua maioria eritreus, estão descendo as escadas do navio e, uma vez em terra, são identificados pela polícia local, que tira uma foto de cada um deles.

Se põe fim assim a cinco dias de bloqueio no porto de Catania, onde chegaram na noite de 20 de agosto, embora no interior do navio estivessem cinco dias mais no mar Mediterrâneo, totalizando dez dias dentro da embarcação.

A previsão é que o desembarque dure cerca de duas horas e todos os imigrantes serão transferidos a um centro da cidade siciliana de Mesina, antes de começar sua distribuição.

Depois, serão amparados pela Albânia, que aceitou receber 20 pessoas, pela Irlanda, que também acolherá "entre 20 e 25" imigrantes, enquanto os demais serão atendidos pelos bispos da Igreja católica italiana.

O navio "Diciotti" resgatou no último dia 16 de agosto de 177 imigrantes no Mediterrâneo e permaneceu cinco dias no mar, até que em 20 de agosto durante a noite atracou no porto de Catania, mas Salvini não lhes permitiu descer.

No dia 22 de agosto puderam descer 27 menores, de idades entre 14 e 17 anos, e hoje desembarcaram outros 12, que apresentavam problemas de saúde.

Por outra parte, a promotoria da cidade siciliana de Agrigento abriu uma investigação contra o ministro do Interior pelos crimes de sequestro, detenção ilegal e abuso de poder.

O promotor Luigi Patronaggio abriu esta investigação após conversar neste sábado em Roma com funcionários do Ministério do Interior e membros da Guarda Costeira sobre estes eritreus que o líder do partido ultradireitista Liga não permitiu descer em território italiano desde que atracaram em Catania no dia 20 de agosto, informou a imprensa local.

Após a notícia, Salvini qualificou de "vergonhoso" que se investigue "um ministro que defende as fronteiras de um país" e considerou que é essencial impulsionar "uma reforma da Justiça".