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Baixa participação marca consulta contra corrupção na Colômbia

26/08/2018 19h01

Bogotá, 26 ago (EFE).- Os colégios eleitorais da Colômbia fecharam neste domingo às 16h (horário local, 18h de Brasília) as urnas para a consulta anticorrupção que esteve marcada por um tímido ambiente eleitoral e uma baixa participação.

A jornada transcorreu com total tranquilidade em uma consulta na qual 36.421.026 cidadãos estavam aptos a votar e que requer 12,1 milhões de sufrágios para e ter validade.

Mais de 6,8 milhões de colombianos tinham participado até 14h (16h), quando faltavam duas horas para o fechamento dos colégios eleitorais, razão pela qual nesse momento tinham superado 50% dos votos necessários para que a iniciativa seja válida.

A informação foi confirmada pelo titular da Controladoria Nacional do Estado Civil (entidade organizadora das eleições), Juan Carlos Galindo.

No entanto, Galindo destacou que com base nesse dado não pode assegurar qual será o número final de eleitores porque a Controladoria Nacional não faz "previsões nem hipóteses".

Esta consulta inclui sete perguntas, a cada uma das quais os colombianos podem responder com "sim" ou "não".

Entre as questões sobre as quais devem pronunciar-se há temas como a redução do salário dos congressistas e funcionários públicos que ganhem o equivalente a mais de 25 salários mínimos legais vigentes.

Também devem opinar sobre a possibilidade de endurecer as penas para os corruptos, assim como proibir-lhes que voltem a assinar contratos com o Estado.

O resultado, caso o limite de votos seja alcançado, é vinculativo para o Congresso, que deve aprovar as sete normas em um período máximo de um ano e, se não for assim, o presidente tem a faculdade de expedi-las por decreto.

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