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McCain será sepultado em academia militar e terá 2 velórios e 2 funerais

26/08/2018 14h33

Washington, 26 ago (EFE).- O senador republicano John McCain, que morreu neste sábado aos 81 anos devido a um câncer no cérebro, será enterrado na Academia Naval de Annapolis, em Maryland, nos Estados Unidos, depois de dois velórios e dois funerais, um em Washington e outro em Phoenix (Arizona), informaram neste domingo veículos de imprensa locais.

Os serviços fúnebres do veterano legislador serão divididos entre a capital americana, onde ele desenvolveu sua carreira política durante mais de três décadas, e o estado que ele representava no Senado e no qual faleceu, o Arizona.

McCain, um veterano de guerra, será enterrado no cemitério da Academia Naval de Annapolis, muito perto de Washington, "onde tudo começou", segundo ele mesmo adiantou no livro de memórias que publicou este ano, "The Restless Wave" ("A Onda Incansável", em tradução livre do inglês).

O ex-capitão da marinha americana poderia ter optado por ser enterrado próximo das sepulturas de seu pai e seu avô no Cemitério Nacional de Arlington (Virgínia), reservado aos caídos em guerra e a alguns veteranos condecorados, mas decidiu retornar ao lugar onde se formou e descansar ao lado de seu velho amigo Chuck Larson, que morreu em 2014.

Antes do sepultamento, que segundo o jornal "The Arizona Republic" será privado, McCain será velado no Capitólio de Washington e também no capitólio estadual do Arizona. Além disso, haverá duas missas fúnebres nesses mesmos lugares, de acordo com o jornal "New York Times".

McCain será o 13º senador que será velado na rotunda do Capitólio, uma honra reservada aos "cidadãos mais proeminentes do país" desde que a prática começou em 1852, após a morte do ex-presidente da Câmara dos Representantes Henry Clay.

Espera-se que seu funeral em Washington aconteça na Catedral Nacional, e que os ex-presidentes Barack Obama (2009-2017) e George W. Bush (2001-2009) pronunciem elegias no mesmo.

Há três meses, pessoas próximas de McCain informaram à Casa Branca que o senador não queria que o atual presidente dos EUA, Donald Trump, comparecesse ao seu funeral e preferia que o vice-presidente Mike Pence fosse em seu lugar, segundo a emissora "NBC News".

McCain e Trump protagonizaram duros confrontos desde a campanha de 2016 e o presidente evitou elogiar a figura do senador após tomar conhecimento de sua morte, mas expressou sua "mais profunda compaixão e respeito" aos familiares do legislador e ordenou que a bandeira americana fosse hasteada a meio mastro na Casa Branca.