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Internacional

Rússia diz que não vai mudar sua política devido às sanções dos EUA

27/08/2018 11h48

Moscou, 27 ago (EFE).- A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, garantiu nesta segunda-feira que as sanções dos Estados Unidos não são capazes de mudar a política da Rússia em defesa de seus interesses nacionais.

"É triste que a elite política americana não possa entender uma simples verdade: as sanções não são capazes de tirar a Rússia do caminho que escolheu para defender com firmeza seus interesses nacionais", disse Zakharova ao comentar a entrada em vigor hoje de novas sanções de Washington contra Moscou.

Os Estados Unidos, entre outras medidas, suspenderam os programas de cooperação técnica com a Rússia e a concessão de licenças para a exportação de mercadorias e tecnologia de uso civil e militar para empresas russas que têm participação estatal.

Esta rodada de sanções contra Moscou foi adotada em represália pelo envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia em território britânico com um agente nervoso, algo que Washington dá por provado.

Além disso, a Casa Branca deu três meses a Moscou para permitir uma inspeção da ONU em território russo e garantir que não voltará a utilizar armamento químico.

Caso a Rússia não cumpra com essas exigências, os EUA ameaçam adotar outra rodada de sanções muito mais severas e danosas para a economia, tais como a proibição total de exportações e importações, a restrição das relações diplomáticas e a proibição de voar aos EUA para a companhia aérea russa Aeroflot.

Zakharova insistiu que Moscou não teve nada a ver com o caso Skripal, que agora está sendo utilizado para "colocar em dúvida a destruição por parte da Rússia de seu arsenal de armas químicas".

"Já é tradição que não se apresentem nenhum tipo de provas. Por outro lado, exigem de Moscou que 'confesse' e que dê total acesso às suas instalações químicas", acrescentou a porta-voz.

Zakharova avisou que, com essas novas sanções, os Estados Unidos "complicam ainda mais as possibilidades de diálogo nos formatos multilaterais e bilaterais sobre os problemas existentes".

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