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Internacional

Rohani recebe duras críticas no Parlamento por sua gestão econômica

28/08/2018 10h03

Teerã, 28 ago (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, recebeu nesta terça-feira fortes críticas no Parlamento por sua "frágil gestão" em relação à crise econômica que o país atravessa.

Embora a crise não tenha se originado durante o seu governo, "se intensificou durante o seu mandato devido à falta de uma gestão eficiente e atingiu seu ponto mais alto até se transformar em uma recessão inflacionária", disse a Rohani o deputado Mohamad Hosein Farhangui, do partido conservador, durante uma sessão que durou duas horas e que foi transmitida pela televisão oficial do país.

No início de agosto, o Parlamento iraniano convocou Rohani para responder às perguntas dos legisladores sobre o fracasso do governo em controlar o desemprego e a alta dos preços, a continuação das sanções ao sistema bancário, a severa recessão econômica e a forte queda do rial.

Mohamad Dehqan, outro deputado conservador, criticou o presidente e disse que o peso da inflação "curvou ainda mais a nação".

"Que especialista ordenou ao seu governo atribuir dezenas de bilhões de dólares do país para a importação de artigos de luxo e desnecessários?", perguntou Dehqan.

Hosein Naqavi Hoseini, do mesmo partido, lembrou a Rohani que a Constituição do Irã atribui ao presidente a tarefa de garantir aos cidadãos do país um emprego adequado, seguro social e um salário suficiente.

"Quantas reuniões o Conselho Superior de emprego teve durante o seu governo?", perguntou Hoseini.

Rohani reconheceu que a situação econômica é crítica, mas que os problemas "serão solucionados a curto prazo".

Além disso, os parlamentares apresentaram uma moção de censura para destituir o ministro de Indústrias e Minas, Mohamad Shariatmadari.

Este mês o Parlamento iraniano cassou mediante duas moções de censura dois ministros do governo de Rohani, o do Trabalho, Ali Rabii, e o da Economia, Masoud Karbasian.

O presidente iraniano considerou que "não era o momento adequado" para esta convocação de perguntas sobre sua gestão, mas que podia ser uma "boa ocasião" para falar sobre algumas realidades.

As sanções de Washington, algumas das quais já entraram em vigor e outras entrarão a partir de novembro, causaram a perda de "dezenas de milhares de empregos" e "prejudicaram a economia do Irã", reconheceu ontem o representante iraniano na Corte Internacional de Justiça (CIJ), na Haia, Mohsen Mohebi.

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