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Internacional

Lavrov diz que Idlib é um "furúnculo" terrorista que deve ser extirpado

29/08/2018 11h37

Moscou, 29 ago (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta quarta-feira que a cidade síria de Idlib é um "furúnculo" terrorista que deve ser extirpado, depois de se reunir em Moscou com o chanceler da Arábia Saudita, Adel al Jubeir.

"Este é o último foco dos terroristas, que tentam especular com o status de zona de distensão. Portanto, sob todos os pontos de vista, é necessário liquidar esse furúnculo", disse Lavrov à imprensa.

O ministro denunciou que, além de utilizar a população civil como escudos humanos, os jihadistas estão tentando controlar os grupos armados dispostos a negociar com o regime de Bashar al Assad.

Além disso, o diplomata explicou que esse assunto foi tratado nas últimas semanas pelos ministros das Relações Exteriores e da Defesa da Rússia e da Turquia, e que ambos chegaram a um "entendimento político" sobre as medidas a tomar em Idlib.

"É necessário separar os opositores armados normais dos bandidos da Frente al Nusra e, ao mesmo tempo, preparar uma operação contra esses terroristas e fazer todo o possível para minimizar os riscos para a população civil", afirmou Lavrov.

"Como traduzir esse consenso político na linguagem prática? Os militares da Rússia e da Turquia que conhecem a situação no terreno estão conversando sobre isso", acrescentou.

Lavrov voltou a denunciar uma iminente "provocação química" em Idlib, cujo objetivo seria impedir que as forças governamentais expulsem os terroristas da zona de distensão.

"Espero que os parceiros ocidentais que são tão ativos nesta questão não caiam nas provocações, nas encenações que estão preparando, e não atrapalhem as operações antiterroristas na zona de distensão contra a Frente al Nusra", apontou.

O ministro russo também acusou os EUA de darem prioridade à derrubada de governos "indesejáveis" frente à luta contra o terrorismo, como no caso da Síria, e ressaltou que fizeram o mesmo no Iraque e na Líbia.

Além disso, negou que os países ocidentais tenham provas de um possível ataque químico governamental contra Idlib.

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