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Taiwan muda de estratégia e não pedirá entrada na ONU na Assembleia Geral

29/08/2018 10h17

Taipé, 29 ago (EFE).- Taiwan decidiu mudar sua estratégia e neste ano não lançará uma campanha para pedir a entrada nas Nações Unidas e suas agências durante a Assembleia Geral, anunciou nesta quarta-feira o vice-ministro de Relações Exteriores da ilha, Hsieh Wu-chiao.

Este ano, em relação à Assembleia Geral, que se inicia em 25 de setembro, Taiwan pedirá à ONU que não exclua seus 23,5 milhões de habitantes (sem mencionar o Estado), que não bloqueie a participação de cidadãos e jornalistas taiuaneses em seus eventos e que inclua a ilha nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentado (ODS).

"Esperamos lembrar mais uma vez ao mundo que Taiwan é uma força razoável, positiva e que contribui para a região e para o mundo", afirmou o vice-ministro em entrevista coletiva.

Esta decisão representa uma ruptura com a estratégia de 2017, assim como com a adotada entre 1991 e 2007 para conseguir a entrada na ONU e outros organismos, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) e a Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO).

Taiwan reativou em 2017 sua campanha de mobilização de aliados para que apoiassem sua participação na ONU, da qual deixou de ser membro em outubro de 1971, após o reingresso da China.

A presidente taiuanesa, Tsai Ing-wen, retomou no ano passado esta campanha iniciada em 1991, mas que foi interrompida em 2008 pelo presidente Ma Ying-jeou, após declarar um pacto unilateral de não enfrentamento diplomático com a China e como parte de suas medidas de boa vontade para Pequim.

A campanha costuma intensificar as tensões com a China, que este ano tomou de Taiwan três aliados diplomáticos em menos de quatro meses e enviou às cercanias da ilha aviões e barcos militares.

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