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Internacional

EUA denunciam ação russa contra navios internacionais perto da Crimeia

30/08/2018 15h55

Washington, 30 ago (EFE).- Os Estados Unidos denunciaram nesta quinta-feira um "assédio" da Rússia a embarcações internacionais no o mar de Azov e no estreito de Kerch, na região da península da Crimeia, e acusou o país de interceptar navios que tentavam chegar a portos da Ucrânia.

"A Rússia atrasou centenas de embarcações comerciais desde abril, e nas últimas semanas parou ao menos 16 navios comerciais que tentavam chegar a portos ucranianos", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, em comunicado.

O estreito de Kerch liga o mar de Azov ao mar Negro e separa a península de Kerch, na parte oriental da Crimeia, da região russa de Krasnodar.

Nauert ressaltou que "as ações da Rússia para dificultar o tráfego marítimo são outros exemplos de sua campanha em curso para minar e desestabilizar a Ucrânia, assim como seu desprezo às normas internacionais".

A porta-voz cobrou que Moscou pare com o "assédio" às embarcações internacionais e ressaltou que os EUA apoiam a soberania e a integridade territoriais da Ucrânia dentro de suas "fronteiras reconhecidas internacionalmente, incluindo suas águas territoriais".

Em maio, o Departamento de Estado havia manifestado desacordo com a construção e a abertura parcial da ponte do estreito de Kerch entre a Rússia e a Crimeia, por considerar que o fez sem o consentimento da Ucrânia, com quem disputa a posse da península.

O estreito de Kerch, conhecido como a porta para o mar de Azov, tem 41 quilômetros de comprimento, largura mínima de 4,5 quilômetros e máxima de 15.

Em 18 de março de 2014, o presidente russo, Vladimir Putin, assinou a anexação da Crimeia, uma decisão que foi condenada unanimemente pelo Ocidente e que valeu à Rússia sanções econômicas.

A Ucrânia não desistiu de recuperar a Crimeia, a qual considera um território ocupado pela Rússia, que, por sua vez, alega que foram os crimeanos que decidiram majoritariamente pela integração a seu território através de um questionado referendo.

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