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Lana del Rey cancela show em Israel

31/08/2018 17h59

Jerusalém, 31 ago (EFE).- A cantora americana Lana del Rey anunciou nesta sexta-feira que adiará o show de Israel, onde se apresentaria na próxima semana, até que possa organizar uma viagem para fãs israelenses e palestinos, após uma campanha de organizações de direitos humanos pedindo que artistas não se apresentem no país.

"É importante para mim me apresentar tanto na Palestina quanto em Israel e tratar todos os meus fãs igualmente. Infelizmente, foi possível organizar ambas as visitas com tão pouco tempo e, portanto, estou adiando minha apresentação no Meteor Festival até o momento em que possa coordenar visitas para meus fãs israelenses e palestinos, assim como a outros países da região. Obrigada", escreveu a artista no Twitter.

Lana del Rey era uma das principais atrações do festival de música independente com nomes nacionais e internacional que acontecerá no fim de semana que vem.

"Acabamos de saber que a Lana não vai se apresentar no Metor. Apreciamos que tenha escolhido o Meteor para ajudá-la a conseguir alguma atenção da imprensa", expressou a organização do evento, que há alguns dias disse que que o festival é uma iniciativa privada "sem financiamento nem em benefício de nenhuma entidade governamental ou política", em resposta a campanha impulsionada pelo movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS).

O BDS reivindica o fim das relações com o país até o fim da ocupação de territórios palestinos e tinha lançado a campanha nas redes sociais com a hastag #LanaDontGo (Lana não vá), pedindo para que ela e os demais participantes cancelassem e ajudassem na luta palestina "por liberdade, justiça e igualdade". O pedido vinha com uma montagem dela caminhando perto do muro de separação construído por Israel, com militares, um menor palestino com os olhos vendados, e uma mulher com crianças palestinas todos interceptados por um soldado armado.

A campanha palestina para o Boicote Acadêmico e Cultural de Israel (PACBI) parabenizou a iniciativa e disse esperar que os palestinos possam ouvir sua música "quando a ocupação e a separação acabarem".