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Internacional

Rússia quer promover na ONU mais sanções contra o EI no Afeganistão

20/09/2018 13h42

Moscou, 20 set (EFE).- O Governo da Rússia quer que sejam utilizados de maneira "mais ativa" os mecanismos de sanções da ONU contra o braço do Estado Islâmico (EI) no Afeganistão, devido à expansão "crescente" da organização terrorista no país centro-asiático.

"Levando em conta a expansão crescente do EI no Afeganistão e a criação de focos de tensão, também nas imediações das fronteiras dos parceiros centro-asiáticos da Rússia, pretendemos envolver mais ativamente os mecanismos de sanções contra o terrorismo do Conselho de Segurança da ONU", disse nesta quinta-feira a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

Moscou, acrescentou na entrevista coletiva de quinta-feira, está reunindo "provas" para solicitar ao Comitê de Sanções da ONU medidas restritivas contra pessoas e organizações que fazem parte do braço afegão do EI ou estão diretamente associadas com os terroristas.

"Pedimos a todos os Estados-membros da ONU que se somem a este processo mais ativamente e que mostrem suas investigações ao Comitê de Sanções", disse Zakharova.

Anatoly Sidirov, principal responsável do comando conjunto da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), aliança militar pós-soviética liderada por Moscou, disse hoje que mais de 2,5 mil membros do EI recuaram neste ano da Síria para a fronteira entre Afeganistão e Paquistão.

"O principal perigo é que os terroristas vejam no Afeganistão uma base promissora para expandir sua influência na Ásia central e do sul como parte de seu projeto do Grande Califado", disse o comandante da OTSC, que agrupa Rússia, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão.

"A situação na área de segurança coletiva da Ásia central é bastante tensa e gera as maiores preocupações", destacou Sidorov, acrescentando que a principal ameaça vem do EI.

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