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Governo de Trump propõe medidas contra imigrantes legais que recebem ajudas

Leah Millis/Reuters
Imagem: Leah Millis/Reuters

Em Washington

22/09/2018 22h45

O governo de Donald Trump propôs neste sábado (22) uma nova lei para que possa ser negada a residência permanente aos imigrantes que recebem legalmente benefícios públicos, como assistência alimentar e os vales de moradia.

A medida poderia obrigar milhões de imigrantes pobres que dependem da assistência pública para alimentos e moradia façam uma escolha difícil entre aceitar ajuda financeira ou conseguir a residência permanente, conhecida como "Green Card" para viver e trabalhar legalmente nos Estados Unidos.

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A secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen, disse em comunicado que a medida está de acordo com a lei vigente.

"De acordo com a lei federal de longa data, aqueles que querem imigrar para os Estados Unidos devem demonstrar que podem se manter economicamente", disse Nielsen.

"O Departamento leva a sério sua responsabilidade de ser transparente em suas regulamentações e está dando as boas-vindas ao comentário público sobre a regra proposta", acrescentou a secretária.

Segundo Nielsen, esta nova norma vai colocar em prática uma lei aprovada pelo Congresso com "a intenção de promover a autossuficiência dos imigrantes e proteger os recursos limitados, garantindo que não se transformem em uma carga para os contribuintes americanos".

Os imigrantes da terceira idade, muitos dos quais compram remédios receitados a baixo custo através de programas subsidiados, também poderiam ser obrigados a deixar essa ajuda ou arriscarem-se a serem considerados "carga pública", o que não lhes permitiria obter o status de residente legal.

A norma, que segundo a administração afetaria cerca de 382 mil pessoas por ano, é a mais recente de uma série de medidas enérgicas do presidente Donald Trump e de seus assessores de linha dura sobre imigração legal e ilegal.

Embora a medida não pretenda afetar os imigrantes a quem já foi dada residência permanente, os defensores dos direitos dos migrantes temem que inclusive eles deixem de usar os benefícios públicos para proteger seu status migratório.

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