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Internacional

Após 2ª acusação de assédio, juiz indicado ao Supremo mantém apoio de Trump

24/09/2018 14h14

Nações Unidas, 24 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoiou mais uma vez o seu indicado à Suprema Corte, Brett Kavanaugh, e questionou as motivações das duas mulheres que nos últimos dias acusaram o magistrado de ter se comportado de maneira inadequada no passado.

"É absolutamente político. Estou com ele até o final", afirmou Trump ao chegar à sede das Nações Unidas, em Nova York, onde nesta segunda-feira começa uma agenda de três dias que terá como principais atrações o seu discurso de terça-feira na Assembleia Geral e sua estreia como presidente de uma sessão do Conselho de Segurança no dia seguinte.

Como tem feito nos últimos dias, Trump reforçou que Kavanaugh é "um bom homem" e contestou os motivos que podem ter levado Debora Ramírez e Christine Blasey Ford a revelarem episódios de má conduta do magistrado décadas depois dos fatos.

"Nunca mencionaram nada e, de repente, fazem isso. Acho que pode ser uma das coisas mais injustas que já aconteceram com um candidato a qualquer coisa", comentou.

A revista "The New Yorker" publicou no domingo um artigo no qual Ramírez acusa o juiz de ter abusado sexualmente dela quando ambos eram alunos da Universidade de Yale, entre 1983 e 1984.

Ramírez, hoje com 53 anos, lembra que Kavanaugh tirou a roupa, bêbado, durante uma festa em uma residência de estudantes, e a fez tocar em seu pênis enquanto ela tentava se afastar. Essa é a segunda acusação deste tipo contra o magistrado desde que terminaram as audiências para a sua confirmação no Senado, há dez dias.

A primeira a colocar em dúvida o comportamento de Kavanaugh durante a juventude foi Christine Blasey Ford, que deverá depor na próxima semana diante do Senado dos EUA, um passo que determinará o destino da confirmação do juiz para a Suprema Corte.

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