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Abe segue otimista para a realização de uma cúpula com líder norte-coreano

26/09/2018 00h58

Nações Unidas, 25 set (EFE).- O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou na terça-feira, na ONU, seu desejo de se reunir com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, para "um novo começo" com Pyongyang e tratar da questão dos sequestros de cidadãos japoneses.

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Abe mostrou confiança em poder "superar o passado" de tensões que marcou a relação entre Coreia do Norte e Japão.

"A Coreia do norte se encontra em uma encruzilhada, onde pode aproveitar ou não a oportunidade histórica que lhe está sendo oferecida", disse o líder japonês.

"(Espero) acabar com a desconfiança mútua com a Coreia do Norte, começar de novo e me encontrar com o líder Kim", acrescentou Abe, afirmando que embora, "ainda não esteja nada decidido" sobre a cúpula, tem certeza que "haverá uma" reunião de alto nível e nela será tratada "a questão dos sequestros".

No mês de março, o Japão propôs a Coreia do Norte a realização da reunião entre Kim e Abe, que por enquanto não protagonizou uma das cúpulas que marcaram o processo de distensão deste ano com Pyongyang, como as que o líder norte-coreano teve com os presidentes dos Estados Unidos, China e Coreia do Sul.

Por enquanto, não houve nenhum progresso para que aconteça uma cúpula entre Japão e Coreia do Norte, que segundo Tóquio estaria centrada na desnuclearização norte-coreana e os sequestros de cidadãos japoneses cometidos há décadas por Pyongyang.

Os países já realizaram duas cúpulas em 2002 e 2004, em Pyongyang, onde que a Coreia do Norte admitiu ter sequestrado 13 japoneses entre as décadas de 1970 e 1980, dos quais cinco puderam retornar ao Japão.

Desde então o assunto segue parado, pois sem ter esclarecido o paradeiro dos outros japoneses sequestrados pelo Norte (Tóquio sustenta que foram pelo menos 17) para transmitir lições de cultura e idioma em seus programas de treinamento de espiões.

"Queremos que todos os reféns japoneses voltem. Estou determinado a tornar isso uma realidade", afirmou Abe.

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