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Ex-senadores envolvidos em 'caso Odebrecht' perdem direitos políticos

28/09/2018 20h40

Bogotá, 28 set (EFE).- O Conselho de Estado da Colômbia - principal tribunal para assuntos de direito administrativo - retirou nesta sexta-feira os direitos políticos dos ex-senadores Bernardo "Ñoño" Elías e Plinio Olano por tráfico de influência no escândalo de pagamento de propinas por parte da construtora brasileira Odebrecht no país.

Em fevereiro deste ano, a Corte Suprema de Justiça colombiana condenou Elías a seis anos e oito meses de prisão por suborno e tráfico de influência pelo repasse de propinas da Odebrecht. No mesmo mês, Olano foi preso preventivamente pelas mesmas acusações. Com a decisão de hoje, os dois não poderão mais concorrer a cargos políticos.

O ex-senador Otto Bula e o prestador de serviços Federico Gaviria, principais delatores nas investigações de corrupção envolvendo a Odebrecht na Colômbia, disseram ao Ministério Público do país que o então senador Olano recebeu dinheiro para beneficiar a multinacional brasileira em licitações de obras públicas.

Em 13 de dezembro do ano passado, Elías confessou à Corte Suprema os crimes de pagamento de propina e tráfico de influência para favorecer a Odebrecht na concessão de obras da estrada Ocaña-Gamarra, no nordeste do país. Por outro lado, ele se declarou inocente das acusações de conspiração e lavagem de dinheiro.

Segundo documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht pagou US$ 788 milhões em propina em 12 países de América Latina e África, entre eles a Colômbia, onde teria desembolsado irregularmente mais de US$ 11 milhões entre 2009 e 2014. No entanto, o Ministério Público colombiano corrigiu esta última quantia para US$ 28,3 milhões.