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Internacional

Na ONU, Síria pede saída imediata de forças estrangeiras

29/09/2018 15h48

Nações Unidas, 29 set (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da Síria, Walid al Moualem, exigiu neste sábado na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que as forças internacionais "se retirem imediata e incondicionalmente" de seu país, em um momento no qual, de acordo com ele, a "guerra contra o terror" chega ao fim e os refugiados podem retornar para as suas casas.

Em discurso na 73ª Assembleia Geral, ele disse que as forças estrangeiras estão ilegalmente em seu território, com o pretexto de lutar contra o terrorismo.

"Devem se retirar imediata e incondicionalmente", pediu.

De acordo com Moualem, seu país é totalmente contrário ao uso de armas químicas em qualquer circunstância, independentemente do objetivo.

"Embora alguns países ocidentais tentam politizar constantemente nosso trabalho, sempre cooperamos. Infelizmente, cada vez que expressamos disposição em receber equipes de investigação e profissional para analisarem o suposto uso de armas químicas, estes países bloqueiam tais esforços porque sabem que as conclusões das investigações não satisfariam as más intenções que têm com a Síria", explicou.

Para ele, existem forças internacionais que lançam acusações e criam cenários para justificar uma agressão contra a Síria, país que vive uma guerra desde março de 2011.

"Este foi o caso quando de Estados Unidos, França e Reino Unido. Lançaram uma agressão desenfreada contra Síria em abril deste ano, alegando que as armas químicas foram utilizadas sem qualquer investigação ou evidência e em flagrante violação da soberania da Síria, do direito internacional e da carta da ONU", afirmou.

Conforme argumentou, a Síria acredita que estes países ignoraram toda a informação confiável dada sobre armas químicas em posse de grupos terroristas que as usaram em várias ocasiões para culpar o governo sírio e justificar um ataque contra ele.

"Os Estados Unidos também tentaram prolongar a crise libertando terroristas da prisão de Guantánamo e os enviando para a Síria, onde se transformaram em líderes efetivos de grupos terroristas", explicou o ministro.

Ele também criticou a Turquia por, segundo ele, continuar apoiando terroristas na Síria.

"Desde o primeiro dia da guerra na Síria, o regime turco treinou e armou terroristas, transformando a Turquia em um centro e um corredor para os terroristas o caminho para a Síria", disse.

No entanto, a Síria fechou um acordo sobre a província de Idlib - única área importante do país que ainda está nas mãos de milícias rebeldes - "após intensas consultas e uma completa coordenação entre Síria e Rússia".

Mas alertou: "O acordo tem um limite de tempo, inclui prazos claros e complementa os pactos sobre as 'zonas desescaladas' acertados em Astana. Esperamos que quando o acordo for implantado, os grupos terroristas sejam erradicados, eliminando assim as últimos resquícios de terrorismo na Síria".

O conflito armado, que explodiu em 2011 na Síria, deixou milhares de mortos e gerou milhões de deslocados internos e refugiados, em uma "devastadora situação humanitária", conforme relatórios da ONU.

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