Erdogan diz estar "preocupado" com desaparecimento de jornalista saudita

Em Ancara

  • Presidential Press Service via AP

    O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

    O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, segundo publicações feitas nesta quinta-feira (11) pela mídia local, afirmou estar preocupado com o jornalista saudita Jamal Khashoggi, que desapareceu no último dia 2 após entrar no consulado de seu país em Istambul.

"Estamos investigando o caso em todas suas dimensões. Isto aconteceu em nosso país. É impossível que fiquemos calados em um caso assim. Não é um fato comum", declarou Erdogan aos jornalistas, durante seu voo de volta de uma viagem oficial a Hungria. O presidente turco não quis comentar as denúncias de amigos e companheiros de profissão de Khashoggi, onde asseguram que o jornalista foi assassinado e esquartejado dentro do consulado, mas reconheceu que está "preocupado".

Erdogan afirmou que sua preocupação é compartilhada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Hasan Jamali/Arquivo AP
Foto de 2015 mostra o jornalista saudita Jamal Khashoggi
Khashoggi se distanciou da monarquia saudita no ano passado, depois da nomeação do atual príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman.

No último dia 2, ele entrou ao consulado saudita em Istambul para pegar alguns documentos que necessitava para poder se casar com sua namorada turca, que ficou esperando fora do edifício. Desde então, seu paradeiro é desconhecido.

O consulado saudita diz que o jornalista deixou o edifício pouco depois de entrar. Com isso, Erdogan pediu que se apresentem provas da saída de Khashoggi.

"Os sauditas têm o sistema de câmeras mais sofisticado. O sistema poderia captar a saída de uma mosca", afirmou.

As autoridades turcas estão investigando o caso e a polícia recebeu já a sinal verde da Arábia Saudita para realizar buscas no consulado, uma uma operação que ainda não aconteceu.

O jornal "Milliyet" cita hoje, sem mencionar seu nome, um alto funcionário dos serviços de segurança da Turquia, onde ele afirma que há 90% de possibilidades que o jornalista desaparecido tenha sido assassinado.

A polícia turca investiga a chegada e curta estadia em Istambul de uma equipe de agentes da Arábia Saudita no mesmo dia em que o jornalista desapareceu.

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