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Internacional

Governo russo está disposto a estudar visita de Putin aos EUA em 2019

24/10/2018 09h49

Moscou, 24 out (EFE).- O governo da Rússia está disposto a estudar uma visita do presidente Vladimir Putin aos Estados Unidos em 2019 para uma nova cúpula com o chefe de Estado americano, Donald Trump.

"Sem sombra de dúvidas, estamos dispostos", disse Dmitri Peskov, porta-voz da presidência russa, o Kremlin, aos veículos de imprensa locais.

Peskov acrescentou que uma possível troca de visitas tem sido tratada em várias ocasiões, mas que "não há uma decisão concreta a respeito".

O Kremlin ressaltou que a prioridade agora é organizar a reunião entre Putin e Trump de 11 de novembro em Paris por ocasião do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial.

Depois de se reunir com Putin, o conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, garantiu para a agência "Interfax" que esperava que ambos os líderes abordassem em Paris a possibilidade de realização de uma cúpula em Washington durante a primeira metade do próximo ano.

Caso aconteça tal visita, Trump, que só participou de uma cúpula com Putin em julho em Helsinque (Finlândia), viajaria para a Rússia na segunda metade do próximo ano.

Desde que chegou ao poder há mais de 18 anos, Putin realizou uma visita de Estado aos EUA em novembro de 2001 e outras três de trabalho em 2003, 2005 e 2007, quando o inquilino da Casa Branca era George W. Bush, com o quem o líder russo mantinha relações pessoais cordiais.

A partir de 2012, ano em que Putin voltou ao Kremlin após exercer por quatro anos o cargo de primeiro-ministro, ele somente pisou em solo americano em 2015 para discursar na Assembleia Geral da ONU, ocasião em que aproveitou para se reunir com o presidente Barack Obama.

Ao receber Bolton ontem no Kremlin, Putin foi franco e mencionou os passos hostis dados nos últimos tempos pelos EUA e os planos de Washington de deixar o tratado de eliminação de mísseis nucleares de médio e curto alcances (INF, na sigla em inglês) e as crescentes reservas para prorrogar o Start-3.

"Para nós, e digo isto francamente, é surpreendente ver como os Estados Unidos dão passos sem motivos que nós não podemos considerar amistosos", afirmou Putin.

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