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Riad não permitiu que polícia turca revistasse jardim e poço do consulado

24/10/2018 14h06

Istambul, 22 out (EFE).- As autoridades sauditas não permitiram que a equipe de investigação da Turquia revistasse o jardim e o poço do consulado de Istambul no qual desapareceu e supostamente foi assassinado o jornalista saudita Jamal Khashoggi, informou nesta quarta-feira a agência turca semipública "Anadolu".

Uma equipe de especialistas turcos revistou detalhadamente, empregando agentes químicos para detectar rastros de sangue, o edifício do consulado saudita no dia 15 de outubro, quase duas semanas depois do desaparecimento de Khashoggi, e voltou a fazer isso na madrugada da quinta-feira passada.

No entanto, agora foi revelado que as autoridades sauditas não permitiram que as equipes turcos ampliassem suas investigações nem ao jardim do consulado, nem ao poço, segundo a "Anadolu", citando fontes policiais, mas sem dar mais detalhes.

Dado que o consulado e a residência do cônsul, assim como os veículos com placas diplomáticas, são zonas extraterritoriais de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, a polícia turca precisa do sinal verde dos representantes de Riad para cada passo que dá nesta investigação.

O próprio presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se queixou ontem da "falta de cooperação" do cônsul saudita, já destituído, segundo acrescentou, e revelou que a polícia turca só obteve a permissão de entrar no complexo consular após uma conversa telefônica de Erdogan com o rei saudita, Salman bin Abdulaziz.