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Trump nega que China e Rússia tenham grampeado seu telefone pessoal

25/10/2018 12h30

Washington, 25 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta quinta-feira que a China e a Rússia tenham grampeado seu telefone pessoal, cmo foi divulgado ontem pelo jornal "The New York Times", que explicou que o líder continua utilizando esse aparelho apesar das advertências dos serviços de inteligência.

"O 'New York Times' tem uma nova história falsa que agora os russos e os chineses - satisfeito por finalmente acrescentarem a China - estão escutando todas as minhas ligações no celular", afirmou Trump em sua conta no Twitter.

"Só que raramente uso um telefone celular, e quando o faço é autorizado pelo governo", acrescentou o presidente, que disse que prefere usar "linhas fixas".

Trump fez estas declarações após o jornal publicar que espiões chineses e russos escutam "regularmente" as ligações do líder em seu telefone pessoal.

O "The New York Times", que citou funcionários do alto escalão do governo, afirmou que, apesar das advertências da inteligência americana, o presidente se recusou até o momento a entregar seu aparelho pessoal, como foi recomendado.

Segundo a inteligência americana, a China pretende utilizar as informações das ligações pessoais de Trump - como pensa o presidente, quais argumentos defende e a quem está disposto a escutar - para se beneficiar nas disputas comerciais.

Entre as pessoas com as quais Trump supostamente conversa através desse telefone estão o diretor-executivo do banco de investimento Blackstone Group, Stephen A. Schwarzman, e o magnata dos cassinos Steve Wynn, que tiveram laços com Pequim, segundo o jornal.

Um dos objetivos da China, segundo estas informações, é ter influência sobre este entorno de Trump.

Os agentes da inteligência americana consideram, segundo o "The New York Times", que Trump não se preocupa tanto com a segurança eletrônica ao não limitar suas comunicações aos dispositivos seguros dos quais dispõe como presidente.

De acordo com estas informações, o presidente dispõe de três telefones pessoais, dois dos quais foram alterados pela Agência Nacional de Segurança (NSA) para modificar suas funções, mas o terceiro é um dispositivo normal.