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Líderes greco e turco-cipriota acertam abertura de mais passagens sul-norte

26/10/2018 08h58

Nicósia, 26 out (EFE).- Os líderes de Chipre e da República Turca do Chipre do Norte, Nikos Anastasiades e Mustafá Akinci, anunciaram nesta sexta-feira a abertura de duas novas passagens entre o sul e o norte desta ilha dividida, após a primeira reunião entre ambos em seis meses.

As duas passagens fronteiriças serão abertas no próximo dia 12 de novembro nas localidades de Derinia (no oeste) e Lefka (centro norte).

Com estes dois novos postos de controle serão nove os cruzamentos ao longo da fronteira que divide a ilha.

A reunião de hoje foi para sondar as possibilidades de reabrir o diálogo de paz antes da visita à ilha da nova enviada especial da ONU, Jane Holl Lute, prevista para 31 de outubro.

Em entrevista à imprensa, Anastasiadis qualificou o encontro de "muito criativo" e afirmou que ambos reafirmaram que a solução do conflito deve passar pela criação de uma "federação bizonal e bicomunal".

"Há uma vontade comum para a paz, a estabilidade e a parceria sobre o que foi discutido até agora", acrescentou o presidente cipriota.

O líder greco-cipriota disse que na reunião de hoje propôs a possibilidade de uma federação entre ambas as partes mais descentralizadas, que daria aos dois estados constituintes mais competências e que Anastasiadis vê como mais funcional.

Anastasiadis deixou aberta a possibilidade de realizar em breve uma nova reunião com Akinci e de acertar outras medidas de confiança como a de hoje.

Greco-cipriotas e turco-cipriotas vivem divididos - no sul e norte respectivamente - desde 1974, quando o exército turco ocupou a parte norte da ilha e em 1983 declarou a República Turca do Norte do Chipre, só reconhecida por Ancara.

Desde então, o norte do Chipre é um território que depende política, militar e economicamente de Ancara.

Ao longo das últimas décadas houve várias tentativas de conseguir a paz entre as duas comunidades, embora nenhum com sucesso.

Em 2015, Anastasiadis e Akinci retomaram as conversas após quase dois anos de suspensão e os avanços foram tão significativos que no início de 2017 convocaram uma conferência na Suíça para fechar o acordo, reunião que, no entanto, acabou em fracasso.

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