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Ataque israelense com drone mata 3 menores palestinos em Gaza

28/10/2018 18h16

Gaza 28 out (EFE).- Três menores palestinos de entre 12 e 14 anos morreram neste domingo em consequência de um míssil israelense lançado de um drone perto da fronteira que separa Gaza de Israel quando, segundo o exército, tentavam atacar a cerca divisória.

Por volta das 20h (horário local, 14h de Brasília), os três palestinos se aproximaram da cerca de segurança no sul de Gaza "em uma tentativa de danificá-la e, aparentemente, colocavam um aparelho explosivo improvisado na sua proximidade", afirmou o exército israelense em comunicado, que acrescentava que, "como resposta, um veículo aéreo disparou contra eles".

Durante mais de uma hora, as equipes médicas palestinas não puderam se aproximar do local, por estar na área vetada adjacente à fronteira, mas finalmente conseguiram chegar e o Crescente Vermelho (equivalente a Cruz Vermelha) confirmou que encontrou três corpos.

"As forças da ocupação permitiram às ambulâncias no leste de Deir al Balah entrar para recuperar os corpos. As equipes do Crescente Vermelho recuperaram três corpos de mártires ao leste de Khan Yunis", anunciou esse organismo em comunicado.

Por sua vez, o porta-voz do Ministério de Saúde palestino, Ashraf al Qedra, confirmou que os três mortos "tinham entre 12 e 14 anos" e estão sendo transferidos ao hospital Nasser, em Khan Yunis.

Por enquanto não foi informada a identidade dos três falecidos nem o motivo pelo qual estavam perto da cerca de separação.

Desde que começou a campanha da conhecida como Grande Marcha do Retorno na divisória, que há sete meses pede o fim do bloqueio israelense sobre o enclave e o direito ao retorno dos refugiados, morreram mais de 200 palestinos em decorrência de fogo israelense, a maioria nos protestos e em incidentes violentos junto à fronteira.

Neste final de semana aconteceu a última escalada militar entre Israel e Gaza, de onde a Jihad Islâmica disparou cerca de 40 projéteis contra o território israelense, ao que o exército respondeu com dezenas de bombardeios sobre alvos militares na Faixa.

Israel, que mantém um bloqueio desde que, em 2007, o Hamas tomou o controle do enclave pela força, responsabiliza esse movimento islamita pela violência em Gaza.