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Migrantes rompem cerca que separa Guatemala e México e enfrentam polícia

28/10/2018 18h11

Tecún Umán (Guatemala), 28 out (EFE).- Milhares de migrantes, a maioria hondurenhos, romperam neste domingo a cerca metálica que separa Guatemala e México e, depois de enfrentarem a polícia, chegaram a território mexicano aos gritos.

Os policiais guatemaltecos lançaram bombas de gás lacrimogêneo para tentar evitar a fuga dos migrantes que, desesperados por seguir viagem rumo aos Estados Unidos, responderam com pedras e paus.

"Vamos para o México", gritavam os imigrantes desta nova caravana enquanto se dirigiam à alfândega mexicana, onde há uma forte presença policial que os impedem de atravessar a ponte ou o rio que separa ambos países.

Durante o enfrentamento, houve momentos de muita tensão, as crianças choravam enquanto as mães as agarravam pelas mãos e as arrastavam para seguir caminhando e sair da linha de fogo, onde várias pessoas ficaram feridas.

"Não entendo porque fazem isto. Por acaso as crianças não têm direitos?", gritava um senhor entre lágrimas, ao dizer que alguma delas pode ter morrido nos enfrentamentos.

Uma primeira caravana de migrantes, formada por cerca de 7 mil pessoas, partiu em 13 de outubro de San Pedro Sula (Honduras) rumo aos Estados Unidos e grandes parte dela marcha atualmente pelo México, após passar pela Guatemala.

Enquanto isso, esta segunda caravana, de cerca de 1,5 mil pessoas, está atravessando a Guatemala dispersa em vários grupos que também têm os Estados Unidos como destino final. Está prevista a chegada nos próximos dias de outra caravana de migrantes salvadorenhos que neste domingo deixaram seu país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, adotou uma postura muito dura, ameaçando enviar o Exército à fronteira, e assegurou que cortará "substancialmente" a ajuda econômica que concede à Guatemala, à Honduras e ao El Salvador como represália pelo avanço dos migrantes, ao mesmo tempo que criticou o México por não detê-la.

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