PUBLICIDADE
Topo

EUA enviarão mais de 5 mil militares à fronteira com o México

29/10/2018 19h24

Washington, 29 out (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que enviará 5,2 mil militares à fronteira com o México para impedir a entrada, em território americano, de duas caravanas de migrantes centro-americanos que atualmente atravessam Guatemala e México em direção ao país.

Em entrevista coletiva, o comandante do Comando Norte do Departamento de Defesa dos EUA, Terrence J. O'Shaughnessy, declarou que 800 militares já estão à caminho da fronteira sudoeste do país e garantiu que, até o final da semana, o número de militares será de mais de 5 mil.

"Vamos endurecer a fronteira", avisou O'Shaughnessy, que explicou que os militares levarão as suas capacidades de "planejamento militar" à região, assim como três helicópteros para transportar os agentes de patrulhamento de um lugar para outro e materiais para montar acampamentos.

Uma lei americana de 1878 proíbe o uso de soldados para tarefas de segurança e ordem pública em nível nacional. Por isso, segundo O'Shaughnessy, os militares se limitarão a apoiar os agentes da Patrulha de Fronteira em operações aéreas para detectar atividades ilegais, assim como em trabalhos mecânicos, como reparação de veículos, e oferecerá cuidados médicos aos imigrantes que precisarem.

Entre as tarefas dos militares estará o reforço dos pontos de entrada e detectar lugares pelos quais os imigrantes podem tentar atravessar a fronteira de maneira ilegal.

Os militares que serão enviados à fronteira nos próximos dias se somarão aos 2.100 soldados da Guarda Nacional - uma corporação de reserva das Forças Armadas - que estão na fronteira sul desde abril devido a outra caravana de migrantes, que neste caso iniciou o percurso no sul do México.

Além disso, o Escritório de Alfândegas e Proteção de Fronteira (CBP) tem outros dois mil agentes prontos para atuar, de acordo com o chefe dessa agência, Kevin McAleenan, que também participou da entrevista coletiva.

Cerca de 3,5 mil pessoas, segundo cálculos de McAleenan, integram agora a primeira caravana de migrantes, que iniciou seu percurso em 13 de outubro na cidade de San Pedro Sula, em Honduras, e atualmente atravessa o México, após passar pela Guatemala.

Uma segunda caravana, formada por 1.500 migrantes, cruzou hoje a pé o rio Suchiate, que separa a Guatemala do México, e, nos próximos dias, deve chegar a este último país uma leva de salvadorenhos que também tentará entrar no território americano.