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Premiê interino Stefan Löfven desiste de tentar formar governo na Suécia

29/10/2018 11h24

Copenhague, 29 out (EFE).- O líder social-democrata e primeiro-ministro interino, Stefan Löfven, desistiu nesta segunda-feira de tentar formar governo na Suécia e devolveu o mandato recebido há duas semanas pelo presidente do Parlamento, Andreas Norlén.

"Atualmente, não vejo nenhuma possibilidade de formar um governo que possa ser tolerado pelo Parlamento. Está tudo tão bloqueado que não conseguimos avanços", declarou Löfven em entrevista coletiva depois de ter se reunido com Norlén.

Löfven admitiu que só tinha mantido contatos com outras forças políticas, mas nenhuma negociação formal, e se mostrou pronto para ser indicado para o cargo novamente mais adiante.

Trata-se da segunda tentativa fracassada de formar governo, após a do líder conservador, Ulf Kristersson, que renunciou há duas semanas devido à complicada situação política surgida após o resultado das eleições legislativas de 9 de setembro, sem maioria para nenhum dos dois blocos.

A esquerda, com o Partido Social-Democrata como o mais votado, ganhou o pleito com 144 cadeiras, contra 143 da Aliança de Centro-Direita e 62 do partido de extrema-direita Democratas da Suécia (SD), com o qual ninguém quer negociar.

Para acelerar o processo de negociações, Norlén se reunirá hoje com os líderes das outras sete legendas com representação parlamentar e depois entregará a um deles a incumbência de formar governo, possivelmente de novo a Kristersson ou inclusive a Annie Lööf, líder do Partido Centrista, quarta força mais votada.

Tanto o Partido Centrista como o Partido Liberal, outra das quatro legendas da Aliança, defendem uma aproximação com os sociais-democratas, mas rejeitam apoiar um governo liderado por estes, assim como qualquer coalizão de centro-direita que dependa dos votos do SD para ter maioria na Câmara.

Löfven, que foi destituído no final do mês passado pelo Parlamento, afirmou hoje que um governo de coalizão entre os dois grandes partidos, sociais-democratas e conservadores, não é "a primeira alternativa", mas disse que também não excluiria essa opção.

No sistema sueco não é necessário ter maioria absoluta no Parlamento para ser eleito primeiro-ministro, basta não ter uma maioria contra.

Norlén tem quatro tentativas para encontrar um candidato capaz de formar um governo que seja aceito pela Câmara e, se não tiver sucesso, em três meses serão convocadas eleições antecipadas.

Caso ainda não haja um novo governo, o encarregado de apresentar orçamentos antes da data limite de 15 de novembro seria o Executivo interino formado entre sociais-democratas e ecologistas, atualmente liderado por Löfven.

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