PUBLICIDADE
Topo

Trump aumenta para 15.000 o número de militares que pode enviar às fronteiras

31/10/2018 18h49

Washington, 31 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que pode enviar até 15.000 militares à fronteira com o México diante da chegada de uma caravana com milhares de imigrantes que se originou em Honduras e que agora cruza o México em direção ao território americano.

"Enquanto a caravana for uma preocupação, nosso exército estará aí fora. Temos por volta de 5.000 (soldados). Alcançaremos um ponto entre 10.000 e 15.000 de pessoal militar", declarou o presidente antes de iniciar uma viagem a Fort Myers, no estado da Flórida.

Ontem, o Pentágono antecipou que enviaria mais tropas, além dos 5.239 soldados anunciados em um primeiro momento, mas não detalhou o número de militares adicionais.

De fato, o comandante do Comando Norte das Forças Armadas, o general Terrence J. O'Shaughnessy, negou ontem que o Pentágono estivesse pensando em mandar cerca de 14.000 militares à região, como tinham noticiado alguns meios de comunicação.

Se chegar finalmente ao teto máximo de 15.000, superaria ligeiramente o número de soldados que os EUA têm atualmente no Afeganistão, cerca de 14.000.

O anúncio de Trump acontece apenas seis dias antes da realização das eleições legislativas.

O suposto objetivo desta operação é auxiliar o Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça (CBP, em inglês) diante da hipotética chegada de duas caravanas de imigrantes.

De acordo com o CBP, cerca de 3.500 pessoas integram a primeira caravana, que chegou a estar composta por 7.000 imigrantes; enquanto 3.000 fazem parte do segundo comboio.

Segundo os últimos dados fornecidos pelo Pentágono, pelo menos 1.000 militares já se encontram no Texas.

Entre os soldados, haverá três batalhões de engenheiros de combate, tropas especializadas em aviação e outros soldados dedicados a logística e tratamento médico.

A atuação destas forças é limitada, já que uma lei americana de 1878 proíbe usar os soldados para tarefas de segurança e ordem pública em nível nacional.

Os militares que serão enviados nos próximos dias se somarão aos 2.092 soldados da Guarda Nacional - um corpo de reserva das forças armadas - que se encontram na fronteira sul desde abril devido a outra caravana de migrantes, que nesse caso iniciou seu percurso no sul do México.