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Filhos de ex-presidente do Panamá são presos nos EUA por falta de visto

21/11/2018 19h58

Washington, 21 nov (EFE).- O governo dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira que os dois filhos do ex-presidente do Panamá Ricardo Martinelli, Ricardo Alberto e Luis Enrique, foram presos em Miami, no estado da Flórida, por estarem de forma ilegal no país.

"O Escritório de Imigração e Alfândegas (ICE) deteve os cidadãos panamenhos Luis Martinelli-Linares e Ricardo Martinelli-Linares, que estavam ilegalmente nos EUA, durante uma operação em Coral Cables, na Flórida", afirmou o porta-voz da agência, Bryan Cox.

Segundo Cox, o ICE verificou a situação dos filhos do ex-presidente panamenho e percebeu que eles estavam no país de forma ilegal. Por esse motivo, Ricardo e Luis acabaram detidos.

Os dois estão sob custódia de agentes do ICE no centro de detenção de Krome, no sul da Flórida, e ficarão no local até que caso seja julgado em um tribunal migratório.

"Ambos entraram legalmente nos Estados Unidos. No entanto, seus vistos foram cancelados em 2017, e eles permaneceram de forma ilegal no país desde então", explicou o porta-voz.

Os filhos do ex-presidente foram detidos ontem na casa da família em Coral Gables, cidade do condado de Miami-Dade, de acordo com uma pessoa próxima à família que não quis ser identificada.

Os filhos do ex-presidente foram abordados quando saiam de iate do píer da mansão, segundo a imprensa americana. Uma fonte ligada ao ex-presidente disse à Agência Efe que os dois sempre passeavam com a embarcação e não tinham a intenção de fugir.

O governo do Panamá pediu em junho a extradição dos filhos de Martinelli aos EUA para que respondam em um processo sobre as propinas pagas no país pela construtora Odebrecht. Eles estão entre as 63 pessoas processadas pela Justiça panamenha pelo escândalo envolvendo a empreiteira brasileira.

Martinelli, presidente do Panamá entre 2009 e 2014, foi extraditado pelo governo dos EUA em junho, após ficar um ano preso, para responder pelos crimes de interceptação ilegal de comunicações e enriquecimento ilícito.