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Homens armados sequestram voluntária italiana no litoral do Quênia

21/11/2018 10h59

(Atualiza com declarações da polícia).

Nairóbi, 21 nov (EFE).- Cinco pessoas ficaram feridas e uma voluntária italiana foi sequestrada após um ataque cometido por várias dezenas de homens armados contra uma cidade situada a poucos quilômetros da região litorânea e turística de Malindi, no oeste do Quênia, informou nesta quarta-feira a polícia.

A voluntária, uma estudante italiana de 23 anos identificada pela emissora local "Citizen TV" como Silvia Constanca, trabalhava para a ONG Africa Milele Onlus, que desenvolve projetos para crianças órfãs.

"Acreditamos que o ataque foi cometido por seis pessoas de origem somali, que depois fugiram a pé", disse à Agência Efe por telefone o chefe de polícia do condado de Kilifi, Fredrick Ochieng, que acrescentou que uma força conjunta formada pela Polícia Nacional e o Exército lançou uma operação de busca pela voluntária.

O ataque aconteceu por volta das 20h de ontem (horário local, 14h de Brasília) quando um grupo de homens armados com fuzis AK-47 atacaram o centro de negócios de Chakama, no condado de Kilifi, segundo informou a polícia hoje em comunicado.

Durante este ataque ficaram feridos três menores de idade, de 10, 12 e 16 anos de idade, que se encontram em condição estável e outros dois jovens de 20 e 23 anos, dos quais um deles está em situação crítica no hospital.

"Nem as razões do ataque nem a identidade dos atiradores foi estabelecida", afirmou a polícia.

A Africa Milele, uma pequena ONG que tem sede em Fano (Itália), trabalha na "amparada, apoio e educação de todas aquelas crianças marginalizadas da sociedade por serem órfãs", segundo afirma em seu site.

A polícia está investigando se os atiradores podem ter relação ou pertencer ao grupo jihadista Al Shabab, que opera na Somália, mas costuma fazer incursões no Quênia para cometer ataques terroristas.

A maioria dos atentados de Al Shabab nos últimos anos foram na fronteira entre os dois países como represália pela presença na Somália do exército queniano, desde outubro de 2011, para combater os jihadistas.

No entanto, o pior atentado de Al Shabab em território queniano ocorreu em abril de 2015, quando 148 pessoas morreram no ataque contra a Universidade de Garissa, cujas instalações mantiveram sob o seu controle durante 16 horas.