Topo

Trump autoriza militares a usar força contra imigrantes na fronteira

2018-11-21T22:48:00

21/11/2018 22h48

Washington, 21 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou os militares enviados para a fronteira com o México a utilizar a força caso necessário para proteger os agentes de imigração, informou a Casa Branca em comunicado.

"A autorização do presidente garante que o Departamento de Defesa pode atuar para proteger aqueles que nos protegem", disse Hodan Gidley, um dos porta-vozes do governo, à Agência Efe.

No entanto, o Pentágono voltou a afirmar que os soldados enviados para a região de fronteira não carregarão armas de fogo.

Até então, os cerca de 5,9 mil militares enviados à fronteira com o México só podiam usar a força contra os imigrantes em defesa própria, mas a nova autorização de Trump amplia as possibilidades, permitindo que os soldados reajam para proteger os agentes do Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça (CBP).

"Se for necessário para proteger o CBP, agora eles estão autorizados a utilizar a força", disse à Efe uma fonte da Casa Branca que pediu anonimato.

O chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelley, enviou ontem uma carta ao secretário de Defesa, James Mattis, para comunicar a autorização do presidente. No entanto, Mattis disse hoje que o CBP não fez pedidos para "uso de força letal" para proteger os agentes, esclarecendo que os militares não portarão armas de fogo.

"Eles sequer estão levando pistolas, portanto, relaxem. Não fiquem preocupados com isso, de acordo?", disse Mattis durante uma entrevista coletiva.

Trump voltou a afirmar nesta quarta-feira, sem apresentar provas, que há criminosos os integrantes da caravana de imigrantes centro-americanos que tentam entrar nos EUA.

Mattis explicou que a ordem de Trump não viola a lei de 1878, que proíbe usar militares em tarefas de segurança em nível nacional.

"Não há nenhuma violação da lei porque não vamos prender ninguém. Só poderemos evitar confrontos e entregá-los aos agentes para que realizem a prisão, mas sem usar armas de fogo", ressaltou.

A emissora "CBS" obteve uma cópia da carta assinada por Kelly. Segundo o documento, os militares poderão desempenhar as "tarefas de proteção que o secretário de Defesa considere oportunas", entre elas o "uso da força (incluída a letal se necessário), o controle de multidões, a prisão temporária e o registro de pessoas".

Mais Notícias