PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Rússia acusa Ucrânia de incitar tensões no Mar de Azov

22/11/2018 14h45

Moscou, 22 nov (EFE).- A Rússia acusou nesta quinta-feira a Ucrânia de incitar as tensões no Mar de Azov e fez uma advertência ao país vizinho contra as tentativas de envolver a Otan no caso.

"Não podemos deixar de nos preocupar porque, por trás da cortina midiática da suposta militarização do Mar de Azov, as autoridades ucranianas incitam a tensão na região", disse Maria Zakharova, porta-voz da Chancelaria russa.

A diplomata advertiu que os pedidos de envolver a Otan e traçar uma linha divisória no Azov "não podem não repercutir" nas decisões que a Rússia adotar para garantir sua segurança.

A porta-voz ressaltou que seu país se guia no Azov pelo acordo de 2003 sobre cooperação em águas desse mar e do estreito de Kerch, que a Ucrânia quer denunciar por causa das inspeções dos navios ucranianos feitas pela Guarda Fronteiriça russa.

"Em virtude do acordo, os guardas de fronteira russos estão em seu direito de inspecionar os navios no Mar de Azov e no estreito de Kerch devido a uma série de motivos e conforme a legislação vigente", explicou Zakharova.

Além disso, ela ressaltou que a Rússia fez consultas sobre esse assunto com a União Europeia (UE) em várias ocasiões, por isso que expressou sua surpresa com as recentes declarações de sua representante de Política Externa, Federica Mogherini.

Zakharova tachou de "sinais pouco claros" os enviadas por Mogherini na segunda-feira quando anunciou que a UE adotaria em breve medidas para estabilizar a situação na região.

A Chancelaria russa já refutou ontem à noite em um longo comunicado as críticas da UE de que é causadora das tensões com a Ucrânia no Mar de Azov.

A tensão aumentou desde a inauguração em maio de uma ponte de 19 quilômetros que liga a Crimeia com a Rússia, depois do que Moscou aumentou notavelmente o número de inspeções dos navios na passagem pelo estreito de Kerch.

A Crimeia foi território ucraniano entre 1954 e 2014, ano em que foi anexada pela Rússia após um referendo.

Internacional