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Ataques jihadistas deixam pelo menos 11 mortos em Moçambique

23/11/2018 18h31

Maputo, 23 nov (EFE).- Pelo menos 11 pessoas morreram ontem à noite no norte de Moçambique em ataques atribuído à organização jihadista Al-Shabab, que não tem relação com o grupo homônimo da Somália, informaram nesta sexta-feira à Agência Efe moradores locais.

Um primeiro ataque ocorreu na aldeia de Chicuaia Velha, distrito de Nangade, na província de Cabo Delgado, onde nove civis, incluindo mulheres e crianças, foram assassinados e mais de 40 casas foram queimadas. Depois, na mesma província, os criminosos mataram um adulto na cidade de Lukwamba e outro em Litingina.

Moradores disseram à Efe por telefone que os terroristas usaram espadas e facas para atacar às vítimas. As autoridades administrativas e policiais da região não confirmaram os ataques, mas também não desmentiram.

Esta semana, 189 pessoas foram acusadas na província de Cabo Delgado de integrar a Al-Shabab moçambicana.

Desde outubro de 2017, os jihadistas protagonizam ataques a civis e militares, com mais de 100 mortos no norte do país, onde ficam grandes jazidas de gás natural e petróleo com concessões a multinacionais.

Embora diga, da mesma forma que seu homônimo somali, que defende a ideologia islâmica, um estudo acadêmico publicado este ano afirma que a Al-Shabab de Moçambique busca desestabilizar o país e dar espaço para o comércio ilegal de madeira, marfim e rubi, que gera milhões de dólares todos os anos.