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Israel reconhece que afundou barco com refugiados em guerra do Líbano de 1982

23/11/2018 07h50

Jerusalém, 23 nov (EFE).- O Exército de Israel afundou durante a Guerra do Líbano de 1982 um barco no qual viajavam refugiados e trabalhadores estrangeiros, que atacou ao crer que a bordo havia milicianos palestinos, o que causou a morte de 25 passageiros, revelou ontem à noite o "Canal 10" de notícias israelense.

O canal teve acesso a uma investigação militar do incidente após apresentar um pedido ao Tribunal Superior de Justiça para que fosse retirada a censura sobre o mesmo, embora não tenham sido divulgados nem as identidades nem as nacionalidades dos mortos.

O afundamento aconteceu no litoral da cidade libanesa de Trípoli, quando Israel impôs um bloqueio naval ao país árabe após invadi-lo em junho de 1982 para realizar uma ofensiva contra os combatentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) que atuavam militarmente de lá.

O barco foi atacado por um submarino israelense que participava de uma operação para evitar que as forças navais da Síria interviessem no conflito armado por via marítima, depois que a embarcação, durante um breve cessar-fogo, tentou fugir da região com um grupo de refugiados e funcionários internacionais.

O capitão do submarino, acreditando que no barco havia mais de 30 milicianos palestinos que tentavam escapar do Exército israelense, ordenou lançar dois torpedos que o afundaram, matando de 25 das 54 pessoas a bordo, detalhou o "Canal 10".

Israel invadiu o Líbano pela segunda vez em 1982, dentro da guerra civil libanesa (1975-1990), que colocou de lados opostos diferentes facções e causou divisões políticas e sociais que em parte continuam abertas.