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Farc critica "avanços reduzidos" em acordo de paz dois anos após assinatura

24/11/2018 01h06

Bogotá, 23 nov (EFE).- O líder do partido Farc, Rodrigo Londoño, conhecido na sua época de guerrilheiro como "Timochenko", criticou nesta sexta-feira os "avanços reduzidos" na implementação do acordo de paz com o governo, cuja assinatura completa dois anos amanhã.

Em carta enviada ao chefe da Missão da ONU na Colômbia, Jean Arnault, Londoño afirma que os avanços são especialmente escassos no "acesso à terra".

Por isso, o líder do partido Força Alternativa Revolucionária da Colômbia (Farc), no qual se transformaram as antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia após o acordo, pede a Arnault que intervenha para "assegurar o cumprimento do estipulado" nos diálogos de paz de Havana.

Londoño solicita especialmente que o chefe da Missão da ONU intervenha para que se proporcione "o acesso a terras para os ex-guerrilheiros seguindo os procedimentos já identificados no Conselho Nacional de Reincorporação".

Em virtude do acordo de paz, cerca de 7.000 guerrilheiros deixaram as armas e começaram um tortuoso caminho de reinserção na sociedade.

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