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Internacional

Argentina trabalhará para que protestos contra G20 aconteçam "em paz"

26/11/2018 15h44

Buenos Aires, 26 nov (EFE).- O governo da Argentina, anfitriã da cúpula de dois dias do G20 que será realizada em Buenos Aires a partir da próxima sexta-feira, afirmou nesta segunda-feira que trabalhará para que os protestos previstos contra a reunião aconteçam "em paz", e pediu que "todos os setores políticos" apoiem essa ideia.

"Nós estivemos em Hamburgo (Alemanha, em 2017) e vimos de perto o conflito popular. É natural, sempre nestes eventos há protestos e trabalharemos para que esses protestos sejam em paz", ressaltou o chefe do Gabinete de Ministros, Marcos Peña.

Um total de 22 mil agentes das forças policiais fará nesta semana a segurança da cúpula, para a qual chegarão os chefes de Estado e de Governo das 19 maiores economias em desenvolvimento e emergentes e os altos representantes da União Europeia (UE), assim autoridades de organizações como a ONU e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O objetivo do governo de Mauricio Macri é evitar atos terroristas e protestos violentos nas ruas, como os que aconteceram na cúpula anterior, realizada em Hamburgo em 2017, com a Alemanha na presidência do Grupo.

A Confluência Fora G20 e FMI, que reúne várias organizações não-governamentais, já antecipou as atividades que realizará nesta semana "de ação" contra a cúpula, que terá seu auge em uma manifestação na sexta-feira, o primeiro dia da cúpula.

Por isso, no último dia 16 o governo argentino convocou ao diálogo essas organizações - lideradas pelo Serviço de Paz e Justiça, presidido pelo prêmio Nobel da Paz de 1980, Adolfo Pérez Esquivel - a fim de garantir "os direitos constitucionais" de quem deseja se manifestar em um ato de "paz e não violência".

"Esperamos que todos os setores políticos apoiem essa ideia da paz", afirmou Peña.

Sobre a organização da cúpula, que se reúne pela primeira vez na América do Sul, o chefe do Gabinete destacou que o trabalho foi feito "com muito profissionalismo" e "com grande organização", por isso "tudo vai correr bem".

Perguntado sobre figura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um dos que estarão presentes na reunião, Peña afirmou que será "muito bem-vindo", como foi seu antecessor, Barack Obama, em 2016.

"Foi eleito pelos americanos e que devemos respeitá-lo como tal", acrescentou.

As declarações sobre a segurança da cúpula se dão depois dos incidentes violentos registrados na final da Taça Libertadores no último fim de semana, que teve que ser adiada e não tem data prevista para acontecer devido aos ferimentos que alguns jogadores do Boca Juniors sofreram após o ônibus do time ser atacado por torcedores do River Plate quando chegava ao estádio Monumental de Nuñez.

Sobre este incidente, o governo afirma compartilhar o sentimento de "raiva e impotência", pois vem trabalhando para deixar para trás a "Argentina violenta e com essa cultura barrabrava (torcedores violentos)".

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