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Britânico condenado nos Emirados já está "oficialmente fora da prisão"

26/11/2018 14h11

Dubai, 26 nov (EFE).- O britânico condenado por espionagem à prisão perpétua nos Emirados Árabes Unidos (EAU), Matthew Hedges, já "se encontra oficialmente fora da prisão", informou nesta segunda-feira à Agência Efe um porta-voz do governo dos Emirados, Jaber al Lamki.

O porta-voz disse que "desconhece em que lugar está atualmente" Hedges e "o momento em que ele deixará os Emirados Árabes".

O presidente dos EAU, o xeque Khalifa bin Zayed al Nahyan, concedeu o indulto a Hedges, revogando assim a condenação à prisão perpétua emitida contra ele na semana passada, informou nesta segunda-feira o Ministério de Relações Exteriores dos Emirados em comunicado.

O perdão a Hedges foi decretado junto de outras 785 ordens de clemência aprovadas pelo xeque Bin Zayed neste domingo, por causa do dia nacional dos EAU.

A família do britânico solicitou clemência em uma carta escrita ao presidente dos Emirados, transmitida através da embaixada britânica em Abu Dhabi, segundo o comunicado.

A legislação dos Emirados Árabes permite a qualquer condenado recorrer da sentença à Suprema Corte e também solicitar a clemência presidencial.

O ministro das Relações Exteriores dos EAU, Anwar Gargash, afirmou no comunicado que o perdão presidencial permite "fechar este capítulo e se concentrar nos muitos aspectos positivos da relação" bilateral.

O ministro garantiu no comunicado que os EAU tinham esperanças de resolver o assunto através dos canais "comuns" de comunicação, mas acrescentou que a situação "se complicou inutilmente apesar dos melhores esforços dos EAU".

Além disso, o ministro reiterou que a condenação contra Hedges se baseou em provas obtidas nos dispositivos eletrônicos do britânico, em trabalhos de monitoramento e nas provas proporcionadas pelo próprio Hedges, entre elas documentação que "corrobora" o seu recrutamento por parte de um serviço de inteligência estrangeiro.

Após tomar conhecimento da condenação de Hedges, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, criticou a sentença, ditada na quarta-feira, afirmou que seu governo seguiria apoiando o estudante britânico e sua família e "tratando deste tema com as mais altas instâncias" dos EAU.