PUBLICIDADE
Topo

Promotores da trama russa acusam Manafort de mentir após assinar acordo

26/11/2018 23h53

Washington, 26 nov (EFE).- Os promotores que investigam a chamada trama russa acusaram Paul Manafort, o ex-chefe de campanha do agora presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de mentir após ter chegado a um acordo com eles para cooperar em troca de uma redução de pena.

Em um documento judicial divulgado nesta segunda-feira, os promotores sob as ordens de Robert Mueller asseguraram que as "mentiras" de Manafort sobre "uma variedade de temas" - que não detalharam - constituem "violações ao acordo" que alcançaram há dois meses, quando o ex-chefe de campanha de Trump se declarou culpado de vários crimes financeiros.

Os promotores pediram à magistrada do caso, Amy Berman Jackson, que fixe uma data para ditar sentença.

Esse pedido a Jackson foi respaldado também pelos advogados de Manafort, que defenderam que seu cliente "acredita que ofereceu informação verídica" aos promotores nos vários encontros que tiveram.

Em troca da sua colaboração com a investigação de Mueller, Manafort esperava receber uma condenação não superior a 10 anos de prisão pelos crimes de fraude dos quais se declarou culpado, embora agora os promotores possam imputar-lhe novas acusações.

Manafort supostamente trabalhou entre 2006 e 2017 para governos estrangeiros sem comunicar ao Executivo dos EUA nem declarar à Receita Federal, como dita a lei.

De fato, Manafort teve que renunciar como chefe de campanha de Trump após ser descoberto que tinha ocultado das autoridades um pagamento de US$ 12,7 milhões que recebeu por assessorar o deposto presidente ucraniano Víktor Yanukovich (2010-2014).

Mueller e seus promotores averiguam a suposta ingerência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016, assim como os possíveis contatos entre membros da campanha de Trump e funcionários russos.

O processo contra Manafort é resultado da investigação de Mueller, embora não esteja relacionado com as atividades que desempenhou como chefe da campanha de Trump.