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Autoridades atestam que testemunha da Odebrecht na Colômbia não tomou veneno

Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Imagem: Carlos Garcia Rawlins/Reuters

27/11/2018 00h19

As autoridades colombianas ratificaram nesta segunda-feira que Jorge Enrique Pizano, testemunha-chave no escândalo de subornos da Odebrecht no país e que morreu de parada cardíaca no último dia 8 de novembro, não ingeriu cianureto.

A certificação do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Legista e da Procuradoria Geral da Nação foi possível após a análise de uma toalha com a qual Pizano limpou seu sangue após cortar-se enquanto se barbeava na sua casa no dia em que morreu.

"Os resultados da toalha indicam que se trata de sangue humano. O DNA recuperado corresponde a Jorge Pizano e a mancha não contém cianureto", disse em entrevista coletiva o diretor de Medicina Legal, Carlos Eduardo Valdés.

Pizano era considerado uma testemunha-chave no caso Odebrecht já que era interventor da estrada Ruta del Sol II, cujo sócio majoritário era a empresa brasileira.

No último mês de agosto, Pizano deu uma entrevista que foi transmitida após sua morte e nela revelou que o procurador-geral da Colômbia, Néstor Humberto Martínez, sabia desde 2015, antes de assumir o cargo, das irregularidades na licitação para a construção da Ruta del Sol II.

Após as últimas análises, as autoridades ratificaram que a morte de Pizano foi "natural" e "não houve mãos criminosas" no fato, segundo destacou o delegado de Segurança Cidadã da Procuradoria, Luis González.

A morte de Jorge Enrique Pizano esteve envolvida por mistério já que seu filho Alejandro, de 31 anos, morreu no dia 11 de novembro depois de beber de uma garrafa de água que encontrou na escrivaninha do seu pai e que estava contaminada com cianureto.

Já no dia 18 de novembro as autoridades acharam um pote com um quilo de cianureto debaixo da pia de um banheiro auxiliar da casa de campo dos Pizano, situada na cidade de Subachoque, próxima a Bogotá, e para a qual a família tinha mudado meses atrás.

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