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Jornal revela reuniões secretas entre Manafort e fundador do WikiLeaks

27/11/2018 15h52

Londres, 27 nov (EFE).- O consultor político Paul Manafort, ex-chefe de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu secretamente com o fundador da plataforma WikiLeaks, Julian Assange, na embaixada do Equador em Londres.

As revelações foram feitas nesta segunda-feira pelo jornal britânico "The Guardian". Fontes ouvidas pela reportagem do jornal afirmam que Manafort viajou capital britânica para ver Assange em 2013, 2015 e 2016, período no qual o consultor político se tornou um das principais figuras da campanha de Trump para a Casa Branca.

O WikiLeaks usou o Twitter para negar as informações publicadas pelo jornal e desafiou o "The Guardian", dizendo que aposta US$ 1 milhão que Manafort jamais se encontrou com Assange.

O ativista austríaco permanece como asilado político na embaixada do Equador em Londres desde 2012, quando foi acusado na Suécia de assédio sexual. Apesar da denúncia ter sido arquivada, Assange segue no local para evitar uma extradição para os Estados Unidos.

Uma fonte ouvida pelo "The Guardian" afirma que Manafort foi ver Assange em março de 2016, meses antes de o WikiLeaks publicar uma série de e-mails do Partido Democrata, adversário de Trump. As mensagens teriam sido obtidas por hackers ligados à Rússia.

"Não está claro por que Manafort queria ver Assange e o que eles discutiram. Mas é provável que esta última reunião esteja sob investigação e possa interessar Robert Mueller, o promotor especial que apura a suposta conspiração entre a campanha de Trump e a Rússia", afirmou o "The Guardian" na reportagem.

Os promotores que investigam o caso Rússia acusaram Manafort ontem de mentir após o consultor político ter firmado um acordo com a equipe de Mueller para cooperar em troca de uma redução de pena.

Segundo eles, as mentiras de Manafort sobre uma "variedade de temas" constituem violações ao acordo assinado há dois meses, quando o ex-chefe de campanha de Trump admitiu ter cometido vários crimes.

Mueller investiga a interferência do governo da Rússia nas eleições presidenciais de 2016 e possíveis contatos entre integrantes da campanha de Trump e funcionários do Kremlin.

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