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Internacional

Putin e Trump se reunirão em Buenos Aires em 1º de dezembro, diz Rússia

28/11/2018 14h03

Moscou, 28 nov (EFE).- Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirão em 1º de dezembro em Buenos Aires dentro da cúpula do G20, informou nesta quarta-feira Yuri Ushakov, assessor do Kremlin.

"Temos certeza que os presidentes tratarão do conflito sírio, do programa nuclear iraniano, da crise coreana e não está descartado que também falem dos últimos acontecimentos (o conflito militar entre Rússia e Ucrânia) na região do Estreito de Kerch", disse Ushakov à imprensa local.

O assessor do Kremlin explicou que, além de um encontro cara a cara, que acontecerá depois que Putin se reunir com a chanceler alemã Angela Merkel, os dois presidentes vão liderar na capital argentina uma reunião mais ampla com a participação das delegações dos dois países.

"O caráter que terá a reunião, seu conteúdo e duração dependem exclusivamente dos presidentes, que escolherão eles mesmos os temas a serem discutidos", disse Ushakov.

Entre os possíveis temas, o assessor do Kremlin mencionou a luta contra o terrorismo e o desarmamento, devido aos planos de Washington de deixar o tratado INF de eliminação de mísseis nucleares de médio e curto alcances.

"Certamente, é muito importante refletir sobre as variantes de atualização do sistema que garante a estabilidade internacional (...) e não permitir uma corrida armamentista incontrolada e insensata", indicou Ushakov.

Quanto às relações bilaterais, o assessor de Putin considerou "extremamente importante" abordar os passos que podem ser adotados "para tirar as relações do atoleiro e iniciar a busca de caminhos para a sua normalização".

Seja como for, Ushakov ressaltou que o encontro será amplo, mais ainda depois do cancelamento, no último minuto, da reunião que ambos deveriam ter realizado há duas semanas em Paris.

A Casa Branca, por sua vez, informou que Trump se reuniria com Putin em Buenos Aires, mas, horas depois, o próprio presidente jogou um balde de água fria nessa possibilidade em declarações ao jornal "The Washington Post".

"Talvez não aconteça a reunião. Não gosto dessa agressão (russa contra a Ucrânia)", disse Trump depois que seu secretário de Estado, Mike Pompeo, condenou abertamente a "ação agressiva da Rússia".

Pompeo se referia ao incidente militar de domingo no Estreito de Kerch, que liga o Mar Negro ao Mar de Azov, onde a guarda costeira russa interceptou e disparou contra três embarcações ucranianas acusadas por Moscou de entrar sem permissão em águas territoriais russas perto da Península da Crimeia, que foi anexada pela Rússia em 2014, e deteve suas tripulações.

Putin manifestou hoje durante uma conferência econômica sua disposição para reunir-se com Trump e cuja atitude em relação à Rússia qualificou de "positiva".

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse que não se deve esperar grandes avanços na reunião e acusou a elite política americana de atrapalhar as tentativas de Trump de normalizar as relações com o Kremlin.

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