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Detento de 78 anos confessa 90 assassinatos nos EUA

29/11/2018 09h53

Um detento de 78 anos condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por três assassinatos confessou recentemente ter matado 90 pessoas entre 1970 e 2005, informou nesta quarta-feira o FBI (polícia federal americana). Esses números, dos quais 34 já foram confirmados, situariam Samuel Little como um dos maiores assassinos em série da história.

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2018/um-promotor-do-texas-afirma-que-little-condenado-em-tres-assassinatos-na-california-mas-suspeito-ha-muito-tempo-em-dezenas-de-mortes-agora-afirma-que-esteve-envolvido-em-cerca-de-90-assassinatos-em-1543491948940.vm')Little foi detido em setembro de 2012 em um albergue para pessoas sem-teto no estado do Kentucky e transferido à Califórnia, onde era procurado por crimes relacionados com drogas.

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Uma vez em Los Angeles, as autoridades vincularam seu DNA com o encontrado nos assassinatos de três mulheres entre 1987 e 1989, todas elas estranguladas.

Little foi sentenciado a três penas de prisão perpétua por esses três assassinatos, mas a polícia quis compartilhar seu DNA e detalhes de seu modus operandi com o FBI para que realizasse uma investigação mais profunda.

O que o FBI encontrou foi "um alarmante padrão e nexos convincentes com muitos outros assassinatos", na sua maioria "mulheres vulneráveis e marginalizadas" dedicadas à prostituição e viciadas em drogas.

"Às vezes seus corpos não foram identificados e suas mortes nem sequer investigadas", destacou o FBI.

Um dos casos levou o FBI ao Texas. "Encontramos um caso em Odessa que lembrava muito ele e pudemos localizá-lo passando por essa área quase ao mesmo tempo (do assassinato)", disse em comunicado Christina Palazzolo, do FBI.

Acompanhados dos Rangers do Texas, o FBI decidiu interrogar Little na prisão da Califórnia, e o detento aceitou cooperar em troca de uma transferência penitenciária.

"Repassou cidades e estados e entregou aos Rangers o número de pessoas que matou em cada lugar", explicou Palazzolo.

Little lembrava suas vítimas e os assassinatos com grandes detalhes, e foi capaz até de desenhar os rostos de algumas das mulheres, embora sua memória tenha falhado na hora de memorizar as datas e estabelecer uma cronologia.

No total, Little confessou 90 assassinatos em um período de 35 anos e distribuídos por toda a geografia americana. Desses 90, 34 já foram confirmados.

O assassino foi transferido meses depois da sua confissão ao Texas para ser julgado pelo assassinato de Odessa, pelo qual ainda não foi sentenciado.

Segundo o FBI, Little abandonou seus estudos antes de terminar o ensino médio e deixou a casa da família no final dos anos 1950.

Desde então, iniciou um estilo de vida nômade: cruzava o país de ponta a ponta em poucos dias, roubava de cidade em cidade para comprar drogas e álcool, e, quando surgiam seus primeiros problemas com a autoridade, mudava de lugar.

Foi isso, junto ao perfil das suas vítimas e ao fato de que grande parte dos assassinatos ocorreram antes que a criminologia adotasse o DNA, que o ajudou a passar despercebido durante décadas.

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