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Internacional

Poroshenko espera que Otan envie navios ao mar de Azov para apoiar Ucrânia

29/11/2018 07h49

Berlim, 29 nov (EFE).- O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, disse ter esperança de que a Otan envie embarcações ao mar de Azov após o incidente de domingo no estreito de Kerch, no qual a Guarda-Costeira da Rússia capturou três barcos ucranianos e feriram vários tripulantes, segundo publicou hoje o jornal "Bild".

"A Alemanha é um de nossos aliados mais próximos e esperamos que dentro da Otan haja agora Estados dispostos a enviar navios militares ao mar de Azov para apoiar a Ucrânia e garantir a segurança", disse o presidente em entrevista ao periódico.

Segundo Poroshenko, o único idioma que o presidente russo, Vladimir Putin, entende "é o da unidade do mundo ocidental".

"Não podemos tolerar esta política agressiva da Rússia. Primeiro foi a Crimeia, depois o leste da Ucrânia, agora quer o mar de Azov. A Alemanha também deve se perguntar qual a próximo atitude de Putin se não o frearmos", advertiu Poroshenko.

Ele afirmou que "o mundo deve falar com uma só voz", ressaltando a necessidade imediata de sanções adicionais "tendo em vista a incrível agressão russa".

O presidente ucraniano exigiu que Putin liberte imediatamente os soldados detidos e ao mesmo tempo libere o mar ao tráfego marítimo internacional, porque, lembrou, não são só navios comerciais ucranianos que estão parados lá, mas atualmente também três navios alemães.

Em relação ao conflito naval no estreito de Kerch, que liga os mares Negro e de Azov, Poroshenko afirmou que a Marinha ucraniana respeitou o direito internacional e que há provas que demonstram que foram soldados russos que atacaram.

"Tivemos que reagir após este ato de agressão e por isso decretei a lei marcial em algumas regiões, porque temos que proteger nosso país. É como já aconteceu em 2014: Putin quer anexar mais uma parte da Ucrânia, se comporta exatamente como na época", disse Poroshenko.

Segundo o presidente ucraniano, "Putin quer o antigo império russo outra vez".

"Crimeia, Donbass, quer todo o país. Como imperador russo como se vê, seu império não pode funcionar sem a Ucrânia, nos vê como uma Colônia. Já queria isso no início do conflito e continua querendo", afirmou.

Poroshenko acrescentou que, além disso, o presidente russo "odeia a ideia de que a Ucrânia queira ser parte da UE e da Otan e por isso esta nova agressão russa".

Ele disse ter telefonado para Putin depois do incidente de domingo para pedir negociações imediatamente.

"Mas é igual a 2014, 2015 e 2016. Sempre quando as tropas de Putin atacam a Ucrânia, deixa de se comunicar", criticou, afirmando que tem poucas esperanças de que a Rússia ponha fim às agressões.

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