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Internacional

Líderes do G20 trocam tensões da cúpula pela alegria do teatro

30/11/2018 21h52

Buenos Aires, 30 nov (EFE).- Os participantes do G20 que chegaram à Buenos Aires nesta quinta-feira trocaram as longas reuniões e discussões do primeiro dia da cúpula pela alegria de um espetáculo tipicamente argentino no emblemático Teatro Colón.

Após várias horas de reuniões a portas fechadas, os líderes presentes no encontro e seus respectivos companheiros se dirigiam ao teatro, inaugurado em 1908, na Avenida 9 de Julho, no centro de Buenos Aires, a poucos metros do obelisco, um dos principais pontos turísticos da capital argentina.

O prefeito de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, acompanhado de sua esposa, Bárbara Diez, foram os encarregados de receber os convidados. Depois, se juntaram a eles o presidente da Argentina, Mauricio Macri, e a primeira-dama, Juliana Awada.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trouxe grande parte de sua família para o evento. Estava acompanhado da primeira-dama, Melania, da filha e assessora, Ivanka, e do marido ela, Jared Kushner, que também trabalha para o governo.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, conseguiu chegar à tempo da apresentação após ter que lidar com um problema no avião que a levaria para Buenos Aires, atrasando a viagem.

Na foto de oficial, Merkel ficou ao lado do presidente da China, Xi Jinping, e de sua esposa, Peng Liyuan. A família Trump se posicionou perto de Macri. Também anfitrião se colocaram o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e Abe, sua companheira.

Por outro lado, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, envolvido no escândalo da morte do jornalista Jamal Khashoggi dentro de um consulado do país na Turquia, ficou no extremo da foto. Perto dele se posicionou o primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness, que representa a Comunidade do Caribe.

Imortalizada a imagem, os líderes e outras figuras importantes da comunidade internacional, como o presidente da Fifa, Gianni Infantino, foram para seus lugares na plateia do Teatro Colón para assistir ao espetáculo, que, segundo a presidência da Argentina, visava sintetizar a identidade do país.

Com direção de arte de Ricky Pashkus e grande uso de aparatos tecnológicos, a apresentação, de cerca de 40 minutos, reuniu 84 dançarinos e 75 músicos, além da participação de vários artistas convidados.

Depois do espetáculo, todos foram para o Salão Dourado para um jantar com um menu que inclui pratos típicos argentinos e uma seleção de vinhos de diferentes regiões do país.

Considerado como uma das melhores casas de ópera do mundo, o Teatro Colón recebeu ao longo de sua história grandes artistas mundiais, como Plácido Domingo, Luciano Pavarotti, entre outros.

O forte esquema de segurança, que envolve mais de 22 mil agentes argentinos, deixou Buenos Aires praticamente sitiada. As principais avenidas ao redor do Teatro Colón foram fechadas, assim como no centro de convenções Costa Salguero, palco do G20.

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