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Defesa de "El Chapo" diz não ter conhecimento sobre uso do celular na corte

01/12/2018 00h06

Nova York, 30 nov (EFE).- Os advogados William Purpura e Eduarzo Balarezo, que representam Joaquín "El Chapo" Guzmán em um julgamento por narcotráfico em Nova York, asseguraram nesta sexta-feira que não violaram as regras administrativas impostas ao seu cliente durante este processo.

Também alegaram, em documentos submetidos hoje à corte federal para o distrito leste de Nova York, no Brooklyn, onde acontece o julgamento, que não têm conhecimento sobre as alegações feitas pelo governo em uma moção apresentada no último dia 27 de novembro ao juiz Brian Cogan, que preside o caso.

Ainda rejeitaram, no documento submetido separadamente, ter conhecimento de conduta inadequada de membros das suas respectivas equipes de trabalho.

Os advogados se referiram ao fato de que a promotoria federal pediu ao juiz Cogan que lhes imponha sanções pelo suposto uso proibido de um celular por parte de Emma Coronel, esposa de Guzmán, na sala do tribunal.

Em carta a Cogan, os promotores denunciaram que a defesa teria facilitado o contato não autorizado entre "El Chapo" e Coronel.

Ao revisar as imagens de segurança, os promotores garantiram que observaram Coronel "usando um telefone celular dentro da corte".

O juiz deu à defesa até o dia de hoje para responder à moção da promotoria e anunciará sua decisão na próxima semana, quando continuar o julgamento no qual Guzmán se defende de 11 acusações de narcotráfico.