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EUA lançaram 5 bombardeios contra Al Qaeda e Estado Islâmico na Líbia em 2018

01/12/2018 15h06

Trípoli, 1 dez (EFE).- A Força Área americana lançou cinco bombardeios de precisão contra supostos alvos jihadistas na Líbia ao longo de 2018, três deles vinculados à Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) e dois ao braço líbio do Estado Islâmico (EI).

O último deles aconteceu na noite desta sexta-feira na região de Ouaynat, próxima à fronteira com a Argélia, e nela morreram 11 suspeitos, segundo um comunicado divulgado pelo comando do Exército Americano na África (Africom).

De acordo com a nota, aviões de combate não tripulados atacaram três veículos, que ficaram totalmente destruídos, com supostos membros da Al Qaeda a bordo.

O primeiro dos ataques desta natureza na Líbia aconteceu em março deste ano contra um edifício na cidade de Ubari, que também faz fronteira com a Argélia, no qual morreu Musa abu Dawud, considerado um dos líderes da AQMI.

O segundo aconteceu em junho deste ano na região de Dahra, situada a 50 quilômetros da cidade de Bani Walid, ao sul de Trípoli, no qual também morreu um suposto membro de AQMI.

O terceiro foi lançado semanas depois na mesma região e, segundo o comando americano, matou quatro supostos membros do braço líbio do EI, entre eles Abdul Ati Eshtewi, um dos supostos líderes.

O quarto ocorreu também em Bani Walid no final de agosto e nele morreu outro suposto líder do EI.

A Líbia é um Estado fracassado, vítima do caos e da guerra civil, desde que em 2011 a Otan contribuiu militarmente para a vitória dos diferentes grupos rebeldes sobre a ditadura de Muammar Kadafi.

Desde 2014, o país tem dois governos, um em Trípoli fruto de um acordo fracassado forçado pela ONU e outro no leste do país, sob a tutela do marechal Khalifa Hafter, ambos carentes de legitimidade política e popular.

Dessa situação tiram proveito grupos de ideologia jihadista, que se enraizaram no país, dezenas de milícias e máfias dedicadas ao contrabando de armas, gasolina, petróleo e pessoas que dominam a economia.