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Forças pró-Assad voltam a bombardear zona desmilitarizada na Síria

01/12/2018 09h11

Cairo, 1 dez (EFE).- Forças aliadas ao governo da Síria voltaram a bombardear alvos na zona desmilitarizada ao redor da província de Idlib, no norte do país, onde deixaram pelo menos quatro pessoas feridas nas últimas horas, informou neste sábado a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

O OSDH afirmou em comunicado que depois da meia-noite (horário local) aconteceu um "bombardeio intenso" e que pelo menos 20 projéteis caíram sobre as localidades de Jerjenaz e Al Tah, no sudeste de Idlib.

Além disso, as forças leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, fizeram disparos com metralhadoras pesadas no norte das províncias de Latakia e Hama, e seguem bombardeando a periferia oeste de Aleppo.

A zona desmilitarizada, uma faixa de entre 15 e 20 quilômetros que rodeia Idlib e passa por Latakia, Hama e Aleppo, foi estipulada em 17 de setembro entre Rússia e Turquia, às vésperas de uma iminente ação militar do governo sírio sobre o último bastião da oposição no país.

O acordo deixou a ofensiva em suspenso e deu início a um período de relativa trégua nessa região, até que o governo sírio denunciou um suposto ataque com gás cloro da oposição nos arredores de Aleppo há uma semana.

Após essa denúncia, a Rússia bombardeou alvos na zona desmilitarizada pela primeira vez em dois meses e as forças pró-governo retomaram os ataques, com um parêntese que coincidiu com a reunião que aconteceu na quarta e na quinta-feira em Astana (Cazaquistão) entre rebeldes, governo, Irã, Rússia e Turquia.

A reunião acabou sem avanços e a ONU advertiu depois que a situação na Síria continua sendo extremamente frágil.

Organizações de direitos humanos e a própria ONU advertiram para as consequências humanitárias que teria uma ofensiva contra Idlib, uma província com uma população de aproximadamente de 3 milhões de pessoas.