Topo

G20 se compromete a trabalhar em migração e refugiados a pedido da Espanha

01/12/2018 22h45

Buenos Aires, 1 dez (EFE).- O G20 se comprometeu neste sábado em Buenos Aires, a pedido da Espanha, trabalhar nos temas de migração e refugiados, segundo consta da declaração final aprovada por seus líderes.

Este compromisso deverá ser abordado sob a presidência rotativa anual do Japão, que substitui a Argentina na direção do G20.

"Estamos a par das políticas e tendências anuais de migração e deslocamento internacional de 2018", diz o ponto 16 da declaração, que leva o título "Construindo consenso para um desenvolvimento justo e sustentado".

Além disso, no ponto 17 se constata que os grandes movimentos de refugiados "são uma preocupação mundial no que se refere a assuntos humanitários, políticos, sociais e consequências econômicas".

Também destaca este ponto "a importância das ações compartilhadas para abordar as causas raiz dos deslocamentos e responder às crescentes necessidades humanitárias".

A declaração contém também outros temas de máximo interesse social como educação, cujo acesso é considerado pelo G20 como "um direito humano e uma área estratégica de política pública para o desenvolvimento de mais sociedades inclusivas, prósperas e pacíficas".

Ao mesmo tempo, os líderes destacam a importância da educação das meninas e neste sentido pedem a equiparação de todos os cidadãos, com independência do gênero ao que pertençam, para que possam colher os benefícios das inovações sociais e tecnológicas.

Outro fator defendido é a coordenação entre o emprego e as políticas de educação de qualidade equitativa, para poder desenvolver estratégias integrais que promovam "competências-chave tais como aprender a aprender, fundamentos e habilidades digitais, em uma perspectiva de aprendizagem permanente desde a primeira infância".

Além disso, se reconhece a necessidade de "fomentar pedagogias e métodos inovadores, baseados na evidência, para todos os níveis de educação".

O texto da declaração, de seis páginas e 31 pontos, oferece uma visão dos principais temas de interesse das 20 economias desenvolvidas e em desenvolvimento mais importantes do mundo, embora na maioria dos casos sem entrar a fundo nos problemas.

Nos seus 31 pontos se busca o consenso em aspectos como mudança climática, comércio multilateral, igualdade de gênero, trabalho justo e desenvolvimento sustentado.