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Manifestantes dos "coletes amarelos" e policiais entram em confronto em Paris

01/12/2018 10h03

(Atualiza com informações sobre enfrentamentos e detenções).

Paris, 1 dez (EFE).- Os enfrentamentos com a tropa de choque da polícia voltaram a acontecer neste sábado durante a manifestação dos "coletes amarelos" no centro de Paris, na França, já que 1.500 arruaceiros - segundo as autoridades - estão causando problemas nos acessos à avenida Champs-Élysées, onde as autoridades respondem com bombas de gás lacrimogêneo e canhões com jatos d'água.

"Duzentos manifestantes pacíficos na Champs-Élysées. Mil e quinhentos arruaceiros na parte externa do perímetro (de segurança) com a intenção de desfazê-lo. Nossas forças da ordem respondem contendo os violentos: 39 detenções por enquanto", escreveu no Twitter o ministro do Interior da França, Christophe Castaner.

Pouco depois da publicação dessa mensagem, por volta das 11h GMT (9h em Brasília), 60 pessoas já tinham sido detidas, segundo indicou à emissora "BFM TV" o secretário de Estado de Interior, Laurent Nuñez, que denunciou a "extrema violência" dos manifestantes

As cenas de violência e destruição no terceiro fim de semana consecutivo de protestos contra o aumento de impostos sobre combustíveis e o encarecimento do custo de vida se repetem desde o início da manhã, quando por volta de 500 manifestantes - alguns deles encapuzados - começaram a levantar barricadas e a forçar os acessos à avenida Champs-Élysées.

Os arruaceiros forçaram as barreiras em torno do monumento do Arco do Triunfo, que fica num dos extremos da famosa avenida parisiense, e fizeram a seguinte pichação nele: "Os 'coletes amarelos' triunfarão".

Um grupo de manifestantes cercou então o túmulo do soldado desconhecido, que representa todos os soldados mortos durante a Primeira Guerra Mundial, com a intenção de protegê-lo dos mais violentos.

Na emissora "LCI", o porta-voz do governo, Benjamin Griveaux, pediu aos "coletes amarelos" que dialogassem com o governo, embora este se mantenha firme em sua decisão de elevar os impostos sobre os combustíveis em janeiro, a principal queixa dos manifestantes que também clamam contra a redução do poder aquisitivo dos franceses.