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Trump cancela entrevista coletiva no G20 por respeito à família Bush

Evan Vucci/AP
Presidente dos EUA designará a próxima quarta-feira com dia de luto em memória de Bush pai Imagem: Evan Vucci/AP

Da Agência EFE, em Buenos Aires

01/12/2018 14h27

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou neste sábado (1) sua entrevista coletiva na Cúpula do G20, que acontece em Buenos Aires (Argentina), por respeito à família Bush, depois da morte nesta sexta-feira do ex-presidente George H.W. Bush (1989-1993). "Estava ansioso para oferecer uma entrevista coletiva logo antes de deixar a Argentina porque tivemos grande sucesso nas conversas com vários países e seus líderes no G20. No entanto, por respeito à família Bush e ao ex-presidente George H.W. Bush, esperaremos até depois do funeral para oferecer a coletiva", escreveu Trump no Twitter.

Pouco antes de cancelar seu encontro com a imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, anunciou que Trump e sua esposa, a primeira-dama Melania Trump, comparecerão ao funeral de Bush pai, que morreu ontem à noite aos 94 anos.

"Ele (Trump) e a primeira-dama comparecerão ao funeral na Catedral Nacional em Washington", disse Sarah Sanders, que não detalhou a data da celebração póstuma.

Vários veículos de imprensa locais assinalaram na manhã deste sábado que a família Bush fez contato com o presidente para convidá-lo e sua família ao funeral de Bush pai na capital dos Estados Unidos.

Em sua nota, Sarah Sanders explicou que Trump deve falar ainda hoje com o também ex-presidente George W. Bush (2001-2009), filho do político falecido, para oferecer suas condolências "em seu nome, da primeira-dama e de todo o país".

Além disso, a Casa Branca garantiu que Trump designará a próxima quarta-feira, 5 de dezembro, como dia de luto em memória de Bush pai.

Apesar de ter cancelado a entrevista coletiva, Trump deve se reunir esta tarde em Buenos Aires com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. Além disso, participará de um jantar com o presidente chinês, Xi Jinping, que poderia ser crucial para conter a guerra comercial bilateral.