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Trump confirma presença em funeral do ex-presidente George H. W. Bush

01/12/2018 13h16

Buenos Aires, 1 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua esposa, Melania, estarão presentes no funeral do ex-presidente George H. W. Bush (1989-1993), que morreu na madrugada deste sábado aos 94 anos, informou a Casa Branca.

"Ele (Trump) e a primeira-dama irão ao funeral na Catedral Nacional, em Washington", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, em comunicado.

Vários veículos da imprensa local que a família Bush tinha entrado em contato com Trump para convidá-lo ao funeral.

No comunicado, Sanders explicou que Trump deve conversar amanhã com o ex-presidente George W. Bush (2001-2009), filho de George H. W. Bush, para prestar condolências em nome do país.

Além disso, a Casa Branca afirmou que Trump decretará a próxima quarta-feira, 5 de dezembro, como dia da memória de Bush pai.

Em 2016, apesar de seus persistentes problemas de saúde, Bush expressou publicamente que era contrário a Trump depois das primárias republicanas. Na época, o agora presidente atacou bastante Jeb Bush, ex-governador da Flórida, também filho do ex-presidente, e então candidato à indicação do partido para a presidência.

A rejeição a Trump era tão grande que, segundo alguns rumores, Bush pai votou na democrata Hillary Clinton nas eleições.

A confirmação da presença do presidente no funeral de seus antecessores não seria novidade não fossem as rugas entre Trump e a família Bush. O atual presidente, por exemplo, não foi ao funeral de Barbara Bush, esposa de Bush pai, no último dia 17 de abril.

Trump também não compareceu ao funeral do ex-senador pelo Arizona John McCain, que pediu expressamente em vida que o presidente não estivesse presente quando ele fosse enterrado.

Bush pai foi piloto da Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, congressista, embaixador na ONU, diretor da CIA e vice-presidente de Ronald Reagan entre 1981 a 1989 antes de chegar à Casa Branca.

Como presidente, George H. W. Bush liderou o fim da Guerra Fria, colocou o país na primeira Guerra do Golfo e assistiu a União Soviética ruir pouco depois da queda do Muro de Berlim.