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Trump conversou 2 vezes com Putin durante Cúpula do G20 em Buenos Aires

01/12/2018 16h43

(Atualiza com a confirmação de uma segunda conversa).

Buenos Aires, 1 dez (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve duas breves conversas na sexta-feira com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante a Cúpula do G20 realizada em Buenos Aires, depois de cancelar uma reunião bilateral devido à crise marítima com a Ucrânia.

"Os presidentes Trump e Putin trocaram comentários amáveis antes da foto oficial do G20, como ele (Trump) fez com outros líderes presentes", disse neste sábado à Agência Efe a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, em um e-mail.

Sarah não deu mais detalhes sobre essa curta conversa entre os líderes, que aconteceu pouco antes de Trump passar por Putin sem cumprimentá-lo quando se preparavam para a foto oficial.

Horas mais tarde, a porta-voz confirmou que Trump e sua esposa, Melania, interagiram com Putin durante o jantar oferecido aos líderes presentes no encontro no Teatro Colón de Buenos Aires.

"Como é típico em atos multilaterais, o presidente Trump e a primeira-dama tiveram uma série de conversas informais com líderes de diferentes países durante o jantar de ontem à noite, inclusive com o presidente Putin", afirmou Sarah em comunicado.

Antes desse jantar na sexta-feira, mas depois da foto oficial, Trump se mostrou evasivo ao ser perguntado pelos jornalistas sobre se tinha cumprimentado Putin, e respondeu: "Não particularmente, não sei".

O presidente americano anunciou na quinta-feira, pouco depois de decolar rumo a Buenos Aires, que tinha decidido cancelar seu encontro bilateral com Putin devido às detenções de navios ucranianos pela guarda costeira russa no mar Negro.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, confirmou neste sábado em entrevista com a emissora de televisão "CNN" que Washington não programará uma nova cúpula com Putin até que a Rússia "devolva (à Ucrânia) os marinheiros e os navios" detidos.

O encontro entre Trump e Putin seria o primeiro entre ambos desde a cúpula ocorrida em julho em Helsinque (Finlândia), e o líder russo queria aproveitar a oportunidade para falar sobre desarmamento nuclear, a luta antiterrorista e o conflito na Síria, entre outros temas.

O Kremlin atribuiu na sexta-feira o cancelamento do encontro à situação "política interna" nos EUA, e não ao incidente no mar Negro, mas Trump insistiu que sua decisão foi baseada "puramente" na questão envolvendo a Ucrânia.

O anúncio sobre a reunião coincidiu com um momento no qual a investigação independente nos EUA sobre a suposta interferência russa nas eleições de 2016 ganhou força, e depois que o ex-advogado de Trump, Michael Cohen, admitiu ter mentido ao Congresso sobre um projeto do então magnata na Rússia.

A Casa Branca advertiu em comunicado ontem que tal investigação "provavelmente prejudica a relação (dos EUA) com a Rússia", e que acredita que seu fim chegará em breve.